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EFEITO TRAMP ][ Crise no Oriente Médio encarece diesel e pressiona o agro

EFEITO TRAMP ][ Crise no Oriente Médio encarece diesel e pressiona o agro

Data de Publicação: 14 de abril de 2026 16:24:00 Relatório do Rabobank aponta que conflito a 12 mil km afeta transporte e produção no Brasil; Bahia lidera altas em 2026.

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Resumo

Relatório do Rabobank analisa como o conflito no Oriente Médio elevou o diesel no Brasil. O estudo detalha o impacto de R$ 1,00 no combustível sobre os custos por hectare de soja, milho e cana, além do encarecimento do frete até os portos, pressionando as margens do produtor em 2026.

Da redação

Um novo relatório detalhado do Rabobank alerta que o bloqueio do Estreito de Ormuz e os danos à infraestrutura industrial no Oriente Médio já provocam repercussões diretas na economia brasileira. Com a disparada dos preços do diesel e o risco de desabastecimento, o setor produtivo nacional enfrenta um cenário crítico, visto que o Brasil importa entre 25% e 30% do seu consumo anual do combustível. Segundo o banco, essa dependência impede que os preços internos ignorem as mudanças internacionais. Refletindo essa pressão, a Petrobras realizou em 14 de março de 2026 seu primeiro ajuste na refinaria desde maio de 2025, elevando o preço em R$ 0,38 por litro, enquanto o setor privado, responsável por 20% do refino nacional, já vinha ajustando valores em linha com o mercado global.

Foto: CNA/Divulgação
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Para conter a transmissão desses custos ao consumidor, o governo brasileiro tem adotado medidas como a suspensão do PIS/COFINS e a concessão de subvenções. O Rabobank destaca que, em abril, surgiram propostas de novos auxílios de até R$ 1,20 por litro para importadores e R$ 0,80 para produtores, além da possível ampliação da mistura de biodiesel para 15%. Contudo, os analistas do banco preveem que a disrupção logística manterá os preços do petróleo elevados durante a maior parte de 2026. Entre janeiro e março de 2026, a Bahia registrou a maior alta nas bombas, com salto de R$ 2,04 por litro, seguida por Tocantins e Paraná, impactando severamente importantes polos agrícolas.

O impacto financeiro no campo é mensurado com precisão pelo relatório: cada R$ 1,00 de aumento no diesel eleva o custo de produção da soja em R$ 47 por hectare e o do milho safrinha em R$ 40. Na cana-de-açúcar, o custo sobe R$ 198 por hectare. A logística de escoamento também é penalizada; o Rabobank estima que, na rota Rondonópolis-Santos, o frete suba R$ 55 por tonelada para cada real de acréscimo no combustível. Como o preço recebido pelo produtor é o valor internacional menos o frete, o diesel caro reduz diretamente a rentabilidade na fazenda. O estudo conclui que, diante das incertezas cambiais e políticas, mensurar essas variações é vital para que o produtor avalie a pressão sobre suas margens nos próximos meses.

Nota da redação: Este texto é um condensado do relatório. Para ler a íntegra deste report clique aqui.

 

Rabobank | Diesel | Agronegócio | Inflação | Combustíveis | Logística

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