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FERROVIA OESTE-LESTE ][ Mota-Engil finaliza compra da Bamin para destravar obras da FIOL

FERROVIA OESTE-LESTE ][ Mota-Engil finaliza compra da Bamin para destravar obras da FIOL

Data de Publicação: 30 de abril de 2026 10:03:00 Com auditoria em fase final, multinacional portuguesa assume trecho da ferrovia que integra o projeto bioceânico entre o Porto Sul e o Peru.

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Redução

A multinacional Mota-Engil está em vias de concluir a aquisição da Bamin, atual controladora de trechos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). O negócio, que deve ser selado até o fim de maio de 2026, é estratégico para a China e visa conectar o Atlântico ao Pacífico, superando impasses financeiros que paralisaram as obras.

 

 

Da redação

O cenário logístico do Brasil está prestes a sofrer uma transformação significativa com o avanço da multinacional portuguesa Mota-Engil na compra da Bamin, empresa que detém o controle de trechos cruciais da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). Segundo Marcus Cavalcanti, secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o processo de due diligence (auditoria detalhada) está em sua reta final, com previsão de fechamento do negócio para o término de maio. Após a assinatura do termo de compra, a Mota-Engil deverá proceder com os trâmites regulatórios junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para autorizar a retomada imediata das frentes de trabalho.

Trecho entre Caetité e Ilheus (Foto: Bamin)
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A operação possui uma densa camada geopolítica e econômica, uma vez que a Mota-Engil tem como principal acionista a estatal China Communications Construction Company (CCCC). O interesse chinês na ferrovia é estratégico: o projeto faz parte de um corredor ambicioso que pretende interligar o Porto Sul, em Ilhéus (BA), ao Porto de Chancay, no Peru, criando uma saída eficiente para o Oceano Pacífico. Para a China, essa rota é fundamental para garantir o fluxo de mercadorias na América do Sul e mitigar dependências logísticas em um cenário de disputa de influência com os Estados Unidos na região. O movimento ganhou tração em janeiro, após reuniões de alto nível entre o presidente Lula, o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro Rui Costa e a cúpula do Grupo Mota-Engil.

Apesar das paralisações causadas por problemas financeiros da antiga gestão, o projeto já possui um estágio avançado de execução física. Atualmente, a FIOL 01 (Ilhéus a Caetité) conta com 75% das obras concluídas, enquanto a FIOL 02 (Caetité a Barreiras) registra 71% de progresso. Adicionalmente, o trecho da Fico 01 (de Mara Rosa, em Goiás, a Água Boa, no Mato Grosso) já atingiu 30% de execução. A retomada sob o comando do grupo luso-chinês — que também integra o consórcio da Ponte Salvador-Itaparica — promete não apenas concluir a infraestrutura pendente, mas consolidar a ferrovia como o principal eixo de exportação de cargas do estado da Bahia.

 

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