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AGROAMBIENTE ][ Brasil recupera protagonismo ambiental e agronegócio cresce, afirma Marina Silva

AGROAMBIENTE ][ Brasil recupera protagonismo ambiental e agronegócio cresce, afirma Marina Silva

Data de Publicação: 2 de julho de 2025 15:26:00 Em audiência na Câmara, ministra Marina Silva destaca que o Brasil recuperou seu lugar de potência ambiental e apresenta dados que comprovam o crescimento do agronegócio mesmo com a queda do desmatamento. Ela também aborda os desafios dos incêndios e a questão dos agrotóxicos.

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Da redação

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira, 2, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que o Brasil reassumiu sua posição de destaque no cenário internacional após a reconstrução da política ambiental interna, tornando-se novamente uma "potência ambiental". Ela destacou que, apesar das adversidades, o país registra resultados positivos reconhecidos globalmente. Nos últimos dois anos, o desmatamento na Amazônia caiu quase 46%, e no país inteiro, 32%, enquanto o agronegócio cresceu 15% e a renda per capita aumentou cerca de 11%.

Ministra Marina Silva (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Marina Silva atribuiu esses avanços a ações de prevenção, mobilização e parcerias com estados, municípios, organizações sociais e o empresariado brasileiro. A ministra ressaltou que a destruição ambiental é promovida por uma minoria, com apenas 2,6% dos imóveis rurais concentrando 60% das irregularidades, e que as autuações do Ibama são direcionadas a atividades ilegais comprovadas. Essa afirmação foi feita após questionamento sobre a apreensão de gado ilegal na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, onde foram removidos 400 bovinos.

A ministra explicou que a redução do desmatamento não foi maior devido aos incêndios de 2024, resultado de um extremo climático que afetou o mundo. A seca, com baixa precipitação, altas temperaturas e baixa umidade, potencializou incêndios criminosos. Para combater essa situação, o governo federal destinou quase R$ 1,5 bilhão, ampliou a capacidade operacional para 3,5 mil brigadistas e conseguiu reduzir a área atingida em comparação com 2022.

Sobre a liberação de agrotóxicos, Marina Silva informou que o Ibama tem autonomia para análises técnicas que consideram a saúde pública, o meio ambiente e o produtor rural. A ministra explicou que a demora se dá pela insistência em aprovar produtos já proibidos ou genéricos sem novas moléculas. Ela finalizou destacando que boas práticas, como o uso de bioinsumos e a regularização ambiental, são incentivadas com redução de juros de até 1% no Plano Safra, promovendo a agricultura de baixo carbono.

Com informações da Agência Brasil.

 

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