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MEIO AMBIENTE ][ Amazônia tem segunda menor taxa de desmatamento para maio desde 2016

MEIO AMBIENTE ][ Amazônia tem segunda menor taxa de desmatamento para maio desde 2016

Data de Publicação: 11 de junho de 2026 16:19:00 Alertas do sistema Deter registram queda de 61% em relação ao ano passado; Greenpeace alerta para os riscos do retorno do El Niño em 2026.

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Resumo

Dados do Inpe apontam que os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 370,26 km² em maio. Apesar da redução expressiva, ambientalistas alertam para o avanço da estação seca com a confirmação do El Niño e criticam projeto de lei que tenta proibir os embargos ambientais remotos.

 

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Da redação

Os alertas de desmatamento na Amazônia atingiram a segunda menor taxa para o mês de maio desde o início da série histórica em 2016, totalizando 370,26 km². Os dados, monitorados pelo sistema Deter e divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta quinta-feira (11), apontam uma redução de 61% em comparação ao mesmo período de 2025. O Greenpeace Brasil celebrou o resultado positivo, atribuindo a queda à intensificação das ações de fiscalização pelo governo federal e à aplicação de sanções, especialmente por meio de embargos remotos via satélite. Contudo, a organização pondera que a manutenção desse cenário de queda é frágil devido à confirmação meteorológica do retorno do fenômeno El Niño em 2026, que deve acelerar a estação seca e criar um ambiente favorável à degradação florestal.

Alertas monitorados pelo Inpe recuaram
61% em maio (Foto: divulgação)
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Além do fator climático, o setor ambiental monitora com preocupação o andamento do Projeto de Lei 2564/2025 no Congresso Nacional. Aprovado na Câmara dos Deputados em maio, o texto tenta proibir que órgãos federais, como o Ibama, apliquem embargos remotos baseados em monitoramento satelital. De acordo com a porta-voz da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Ana Clis Ferreira, essa modalidade de fiscalização eletrônica responde hoje por quase metade das sanções emitidas e é um pilar indispensável para conter frentes ilegais. Ferreira destacou que a dinâmica da destruição é veloz e sensível ao contexto político de anos eleitorais, e que enfraquecer os mecanismos tecnológicos de controle institucional pode reverter os avanços consolidados no primeiro semestre.

A preocupação é agravada pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), autarquia do governo estadunidense que confirmou o retorno do El Niño para os próximos meses com potencial de alta intensidade. A última ocorrência do fenômeno, em 2024, submeteu a Amazônia à pior seca registrada em sua história recente e provocou um aumento alarmante das queimadas em múltiplos biomas. A entidade ambientalista ressalta que os incêndios na região amazônica não ocorrem de forma natural, sendo gerados pela atividade humana para limpeza de pastagens ou expansão agrícola. Diante disso, o Greenpeace defende o fortalecimento imediato das brigadas de incêndio e a ampliação dos recursos de monitoramento preventivo.

O risco climático iminente e a necessidade de governança também mobilizaram o Poder Judiciário. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a União e os estados que compõem a Amazônia Legal apresentem relatórios detalhados contendo os planejamentos de contingência e as medidas preventivas adotadas para enfrentar as projeções de seca extrema. O prazo oficial estipulado pela Suprema Corte para que os entes federativos e municípios enviem as informações técnicas e os planos de resposta rápida expira nesta quinta-feira.

 

Desmatamento — Amazônia 2026 — Inpe — Sistema Deter — Greenpeace Brasil — El Niño — Embargo Remoto — Ibama — PL 2564/2025 — Fiscalização Ambiental

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