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AGRONEGÓCIO E CLIMA ][ Produtores de soja lançam carta-manifesto por agenda climática tropical

AGRONEGÓCIO E CLIMA ][ Produtores de soja lançam carta-manifesto por agenda climática tropical

Data de Publicação: 6 de novembro de 2025 17:41:00 Documento da Aprosoja para a COP30 alerta sobre o "neocolonialismo ambiental" e cobra o reconhecimento do Brasil como solução, não como ônus, na agenda climática global.

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Da redação:

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e a Aprosoja MT lançaram a Carta-Manifesto dos Produtores de Soja para a COP30, um documento que propõe a construção de uma agenda climática tropical, soberana e produtiva. Lançada nesta quinta-feira (06), em Brasília, a Carta contou com a contribuição do especialista em Direito Internacional e sustentabilidade, Daniel Vargas.

O documento alerta que o debate global tem ignorado o papel do Brasil — o único grande produtor de alimentos que combina alta produtividade com conservação ambiental e energia renovável — na solução dos problemas climáticos.

A Carta-Manifesto aponta diretrizes para
uma agenda tropical (Foto: Aprosoja MT)

As entidades argumentam que, embora a maior parte do aquecimento global decorra da queima de combustíveis fósseis (87% das emissões de CO2), as negociações internacionais têm focado injustamente no uso da terra em países tropicais. A Carta denuncia que padrões unilaterais (como o EUDR e o CBAM) e certificações privadas impõem custos adicionais de 15% a 20% e representam uma "ameaça de neocolonialismo ambiental" que transfere o ônus da transição verde aos trópicos.

O Manifesto define três diretrizes para uma agenda tropical: Verde como Valor, Clima como Desenvolvimento e Soberania como Caminho. Entre as propostas práticas estão:

  • Criação de um Sistema Nacional de Métricas e Padrões Tropicais (articulando Embrapa e INPE) para compatibilizar metodologias com os ciclos de carbono tropicais.
  • Revisão da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), submetendo as metas de redução de emissões ao crivo do Parlamento.
  • Criação de um Fórum Internacional de Agricultura e Clima Tropical para dar voz científica aos trópicos.

O documento enfatiza que o Brasil, como sede da COP30 em Belém, deve liderar uma virada no debate, substituindo a lógica punitiva dos países temperados por uma agenda que trate o verde como ativo e o clima como vetor de desenvolvimento, fortalecendo a segurança alimentar e energética.

 

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