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CIÊNCIA E TECNOLOGIA ][ USP e Imperial College desenvolvem tecnologia para usar etanol diretamente em células a combustível

CIÊNCIA E TECNOLOGIA ][ USP e Imperial College desenvolvem tecnologia para usar etanol diretamente em células a combustível

Data de Publicação: 12 de setembro de 2025 16:03:00 Em projeto pioneiro, pesquisadores buscam criar células que funcionem com etanol sem a necessidade de conversão prévia em hidrogênio, impulsionando a transição energética e posicionando o Brasil como líder em tecnologia limpa.

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Da redação

Em uma colaboração inédita, a Universidade de São Paulo (USP) e o Imperial College London estão avançando na pesquisa de células a combustível. Liderado pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da USP, o projeto foca em uma tecnologia estratégica para o Brasil: células a combustível capazes de operar diretamente com etanol, eliminando a necessidade de conversão prévia.

Foto: Usp/Divulgação

O projeto, coordenado por Thiago Lopes (RCGI/Poli-USP) e pelo professor Nigel Brandon (Imperial College London), atua no desenvolvimento de células a combustível de baixa e alta temperatura. Enquanto as de baixa temperatura utilizam hidrogênio, as de alta temperatura têm o diferencial de empregar o etanol diretamente. Essa tecnologia promete maior eficiência energética e simplifica o sistema, pois elimina tanques de hidrogênio, que são mais pesados e complexos de armazenar.

Inovação estratégica

A iniciativa, financiada pela FAPESP no âmbito do programa "São Paulo Excellence Chair" (SPEC), fortalece a engenharia de células a combustível no Brasil, um campo historicamente menos explorado.

- Estamos combinando modelagem avançada e experimentação para criar sistemas eficientes e competitivos - explica Thiago Lopes.

A pesquisa ocorre paralelamente a outro avanço do RCGI: uma planta piloto capaz de converter etanol em hidrogênio para eletrificação de veículos, o que demonstra o compromisso do centro em explorar diversas frentes de descarbonização.

Segundo Julio Meneghini, diretor científico do RCGI, a iniciativa é uma inovação estratégica.

- Essa iniciativa aproveita uma das maiores vocações do Brasil, que é a produção e o uso consolidado do etanol como combustível renovável. Ao avançarmos nessa frente, temos a chance de transformar o país em referência internacional nesse campo em expansão - destaca.

O projeto SPEC, iniciado em 2021, tem o objetivo de consolidar um polo de excelência em células a combustível no país. A meta, com o apoio de financiamento da Shell, é concluir um protótipo funcional até o final de 2025 e, a partir dele, expandir a pesquisa para aplicações comerciais em veículos e indústrias.

 

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