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DESIGUAL ][ Brasil importa volume recorde de tilápia e alerta setor

DESIGUAL ][ Brasil importa volume recorde de tilápia e alerta setor

Data de Publicação: 18 de março de 2026 14:27:00 Em movimento inédito, importações do Vietnã superam exportações brasileiras, pressionando preços e gerando preocupação com riscos sanitários no país.

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Resumo

A Peixe BR alerta para o avanço das importações de tilápia do Vietnã, que em fevereiro de 2026 somaram 1,3 mil toneladas de filé. O setor aponta concorrência desleal devido à carga tributária nacional e riscos biológicos, como o vírus TiLV, solicitando medidas urgentes de isonomia e fiscalização.

A tilápia brasileira é produzida sob os mais
altos padrões de sanidade (Foto: C-Vale)
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Da redação

O cenário de crescimento robusto da piscicultura brasileira enfrenta um desafio sem precedentes. Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), o Brasil importou, em fevereiro de 2026, mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia do Vietnã — o equivalente a 4,1 mil toneladas de peixe vivo. Pela primeira vez na história, esse volume superou as exportações nacionais, representando 6,5% da produção mensal do país.

O sucesso da tilápia brasileira, que cresceu mais de 10% ao ano na última década, agora esbarra em uma distorção de mercado. O produto vietnamita chega ao consumidor final com preços entre R$ 25 e R$ 29 por quilo, valor que mal cobre o custo da matéria-prima nas indústrias brasileiras. Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, destaca que, embora o Brasil seja altamente eficiente "dentro da porteira", perde competitividade devido ao "Custo Brasil": alta carga tributária, burocracia e exigências ambientais e trabalhistas rigorosas que não incidem sobre o importado.

Além do impacto econômico, há um sinal de alerta fitossanitário. O Vietnã convive com enfermidades inexistentes em águas brasileiras, como o letal vírus TiLV. Diante do risco, a Peixe BR solicitou ao Ministério da Agricultura (MAPA) uma missão técnica para realizar a Análise de Risco de Importação (ARI). O setor não busca o protecionismo, mas sim a isonomia tributária e sanitária para garantir que a quarta maior produção global de tilápia continue sustentável e competitiva.

#Publicação simultânea com o site Piscishow e Avisuleite.

 

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