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PISCICULTURA ][ Consumo de peixes de cultivo cresce no primeiro semestre

PISCICULTURA ][ Consumo de peixes de cultivo cresce no primeiro semestre

Data de Publicação: 26 de junho de 2026 21:48:00 Impulsionado pela Quaresma, mercado de tilápia e tambaqui cresce, mas setor enfrenta cautela nas exportações e barreiras comerciais com o Vietnã.

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Resumo

O consumo brasileiro de peixes de cultivo registrou alta no primeiro semestre de 2026, liderado pela tilápia e pelo tambaqui. Apesar do otimismo interno, a Peixe BR demonstra cautela com o mercado internacional devido a novas tarifas, disputas comerciais com o Vietnã e propostas regulatórias ambientais de órgãos federais.

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Consumo de peixe no Brasil bate recorde
histórico (Foto: Antônio Oliveira/CRA)
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Da redação

Alavancado pelo período da Quaresma, o consumo de peixes de cultivo no Brasil manteve sua trajetória histórica de expansão ao longo do primeiro semestre de 2026. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Piscicultura  (Peixe BR), a tilápia sustentou sua liderança absoluta, respondendo por cerca de 70% da produção aquícola do país, enquanto o tambaqui permaneceu como o favorito no segmento de espécies nativas. Para a entidade, o desempenho comercial reforça a relevância da atividade como uma das principais fornecedoras de proteína animal de qualidade para a população brasileira.

No front internacional, contudo, o cenário exige atenção. Após o encerramento de um período de tarifas reduzidas que acabou não gerando o retorno esperado, o setor lida agora com uma taxação de 25% nas exportações, deixando o mercado externo temporariamente morno. Além das barreiras alfandegárias, a cadeia

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produtiva enfrenta desafios regulatórios complexos no âmbito federal. A inclusão do tambaqui na lista de espécies em risco de extinção e a proposta em debate no Ibama e no Ministério do Meio Ambiente para classificar a tilápia como exótica invasora acenderam o alerta na associação, que teme restrições severas ao crescimento da produção, comercialização e abertura de novos mercados.

Outro forte gargalo enfrentado pelos piscicultores nacionais é a recente abertura do mercado brasileiro para a tilápia importada do Vietnã. De acordo com o presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros, os subsídios concedidos pelo governo vietnamita permitem que o filé importado chegue ao varejo nacional por valores abaixo do custo da matéria-prima local, desequilibrando a competitividade e trazendo riscos sanitários. Apesar das turbulências políticas e comerciais, a expectativa para o fechamento do ano é otimista, prevendo uma retomada natural das vendas no final do terceiro trimestre com o aumento das temperaturas nas regiões Sul e Sudeste.

 

Mercado Aquícola — Peixe BR — Tarifas Comerciais — Espécies Nativas

 

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