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ENSAIO/FEIJÃO-MUNGO: Uma promissora alternativa para a safrinha no Brasil
Data de Publicação: 9 de março de 2025 13:41:00 O cultivo do feijão-mungo, cada vez mais relevante, oferece benefícios nutricionais e potencial de mercado no cenário agropecuário brasileiro.
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Em diversos países, o feijão-mungo é uma fonte importante de nutrição (Foto: IBRAFE) |
Por Antônio Oliveira
O feijão-mungo se destaca como uma nova opção de safrinha em vários estados do Brasil, incluindo a Bahia, Piauí eTocantins, que fazem parte da região do MATOPIBA. Pertencente à espécie Vigna radiata (L.), este vegetal é originário da Índia e amplamente consumido na Ásia, o principal produtor global.
Além da Índia, outros países como China, Mianmar, Indonésia, Tailândia, Quênia e Tanzânia também cultivam essa leguminosa, com uma produção mundial em torno de 5,3 milhões de toneladas anualmente. No entanto, essa produção ainda não atende à demanda do continente, o que leva muitos países a importar o produto da Índia. Para nações com dificuldades de acesso a proteínas animais, o feijão-mungo se torna uma fonte importante de nutrição, e sua popularidade só tende a aumentar. Além disso, é conhecido por suas propriedades antiestresse, anti-inflamatórias, antioxidantes e hepatoprotetoras, contribuindo no controle do diabetes e mais.
No Brasil, o consumo do feijão-mungo é restrito a brotos, embora esteja entre as leguminosas mais procuradas no mercado mundial, especialmente na Ásia. Lá, ele é utilizado em diversas preparações, como sopas, saladas, farinhas e até na produção de macarrão.
Produção Nacional
Os principais estados brasileiros que cultivam o feijão-mungo atualmente incluem Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia e Piauí, com o Mato Grosso se destacando pelo aumento significativo nas áreas de cultivo. Aproximadamente 95% da produção é destinada ao mercado externo, principalmente exportada a partir de Mato Grosso, enquanto Minas Gerais está iniciando suas atividades nesse setor.
Apesar de algumas cultivares terem sido introduzidas desde 2000 e do mercado apresentar um potencial promissor, a produção nacional ainda é limitada, somando cerca de 2.500 toneladas. O feijão-mungo mostra-se uma boa alternativa para a safrinha, devido ao seu ciclo curto em climas quentes, especialmente quando a semeadura do milho é atrasada. Sua colheita pode ser mecanizada, utilizando o mesmo maquinário utilizado para a soja, tornando-o uma opção viável para os plantios no cerrado.
Os períodos de plantio recomendados são os seguintes:
- Primeira safra:
- Sudeste: de outubro a novembro
- Segunda safra:
- Sudeste: de fevereiro a março
- Regiões quentes: de janeiro a março
- Terceira safra (irrigada):
- Regiões quentes: de abril a julho
- Regiões frias: de final de julho a início de agosto
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Foto: Divulgação |
Cultivares
A planta do feijão-mungo pode apresentar porte ereto ou semiereto, com floração iniciando entre 25 e 42 dias após a emergência, dependendo da cultivar, região e época do plantio. O número de vagens por planta varia entre 4 a 34, influenciado pela densidade de plantio e condições climáticas. As vagens secas têm coloração marrom ou preta e contêm de 6 a 20 sementes, com uma produtividade que pode alcançar até 2.000 kg por hectare. O ciclo entre a emergência e a colheita varia de 60 a 120 dias, sendo mais longo em regiões frias e mais curto em regiões quentes. Quando a colheita é feita mecanicamente após a dessecação, os rendimentos tendem a ser inferiores quando comparados à colheita semanal.
A EPAMIG, junto à Universidade Federal de Viçosa (UFV), tem testado genótipos de feijão-mungo verde desde 1988, enquanto a Embrapa Meio-Norte está focada no desenvolvimento e manejo de cultivares e na formulação de ração à base de grãos proteicos para alimentação de galinhas caipiras no Nordeste.
Fontes: Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), EPAMIG e Embrapa.
FEIJÃO-MUNGO
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