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ENTREVISTA ][ Silvia Massruhá: Embrapa amplia recursos e foca no MATOPIBA
Data de Publicação: 11 de abril de 2026 15:20:00 Presidente destaca o salto no orçamento de custeio, que deve chegar a R$ 500 milhões em 2027, e a consolidação da proteína de peixe no país.
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Silvia Massruhá: "Pesca e Aquicultura trás uma
nova dimensão de pesauisa" (Foto: Lorena Costa)
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Por Antônio Oliveira
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, detalha a nova dimensão que a unidade de Pesca e Aquicultura traz à empresa, com foco em segurança alimentar e edição gênica. Ela aborda o plano de expansão sustentável do Matopiba e o fortalecimento institucional através de novos concursos e do PAC.
Antônio Oliveira - Presidente, qual a importância da Embrapa Pesca e Aquicultura para o contexto geral da empresa no Brasil?
Silvia Massruhá - Esta unidade traz uma nova dimensão de pesquisa. A Embrapa é amplamente reconhecida pelo trabalho com grãos e carnes, e a Pesca e Aquicultura abre novas possibilidades na área de proteína animal, que avança no mundo inteiro. O pescado, seja tilápia ou tambaqui, é uma alternativa para a segurança alimentar e uma produção mais saudável. Trazemos para cá ciência e tecnologia de ponta: temos equipes em biotecnologia avançada e edição gênica para aprimorar o material genético. Além disso, a unidade atua em sistemas agrícolas resilientes às mudanças climáticas e adaptados ao Cerrado. Contribuímos para uma agricultura sustentável nos pilares econômico, ambiental e social, conectando-nos às transições globais de nutrição, saúde e energia renovável, característica forte do Tocantins. A unidade tem potencial para fomentar produtores não só locais, mas de todo o Brasil e do mundo, com parcerias já consolidadas no MATOPIBA e em outros estados.
Antônio Oliveira - Por ser uma unidade mais jovem que os outros centros de pesquisa, ainda falta orçamento adequado e capital humano para todas essas frentes.
Silvia Massruhá - Temos avançado bastante. Desde que assumimos em 2023, trabalhamos no tripé: recursos físicos, financeiros e humanos. Conseguimos reinvestimentos via Novo PAC para revitalizar campos experimentais, e esta unidade foi contemplada. Realizamos concursos após 15 anos sem editais; a unidade já recebeu mais de 20 novos pesquisadores. Na parte financeira, apesar do contexto geopolítico, demos um salto: em 2023, o recurso para custeio e investimento dos 43 centros era de R$ 160 milhões. Elevamos para R$ 324 milhões em 2025 e teremos R$ 440 milhões em 2026. Nossa meta é atingir R$ 500 milhões em 2027. Contudo, não podemos depender apenas do Tesouro Nacional. Como empresa pública, buscamos recursos complementares, discutindo um fundo patrimonial, captação internacional e royalties via núcleos de inovação tecnológica para retroalimentar a pesquisa.
Antônio Oliveira - Para finalizar, como a senhora vê o potencial produtivo e tecnológico da região do MATOPIBA?
Silvia Massruhá - O potencial de expansão é imenso. O desafio é desenvolver o MATOPIBA sob o conceito de "produzir e preservar". Através do programa Caminho Verde, do governo federal, focamos na recuperação de áreas degradadas com aptidão agrícola, em vez de abrir novas áreas. São 40 milhões de hectares no Brasil sob análise de aptidão, e o MATOPIBA é peça-chave nesse contexto. Queremos levar práticas de agricultura regenerativa para esta fronteira agrícola.
Antônio Oliveira - Inclusive, o conceito e a própria sigla "MATOPIBA" foram frutos de estudos e criação da Embrapa.
Silvia Massruhá: Exatamente. Foi um trabalho de vários colegas que estudaram o potencial de expansão da região até consolidarem o que conhecemos hoje como MATOPIBA.
#Para ler a primeira matéria desta série de cobertura da posso do novo chefe-geral da Embrapa, Roberto Flores, Pesca e Aquicultura clic aqui. e aqui para ler a segunda.
Silvia Massruhá, Embrapa, Pesca e Aquicultura, Matopiba, Orçamento, Edição Gênica, Sustentabilidade, Tocantins.
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