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ESPECIAL MEIO AMBIENTE BAHIA - Nova espécie de bromélia descoberta já é ameaçada de extinção
Data de Publicação: 8 de março de 2025 17:27:00 Uma importante descoberta ressalta a necessidade de ações urgentes para proteger a biodiversidade na região. Com galeria de fotos.
Da redação
(Fotos: Arquivos CNCFlora/JBRJ; Arquivos HURB; Danilo Andrade; Everton Hilo)
Nesta quinta-feira, 06, o periódico científico Phytotaxa divulgou um artigo sobre uma expedição realizada por botânicos nas áreas do Morro do Ouro e do Morro da Torre, na Chapada Diamantina, na Bahia, revelando a descoberta de uma nova espécie de bromélia, denominada Vriesea serraourensis. Essa expedição foi parte do Programa Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), alinhada ao Plano de Ação Territorial (PAT) Chapada Diamantina-Serra da Jiboia. Este projeto é coordenado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em colaboração com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e diversas outras entidades parceiras, que, ao longo dos últimos cinco anos, têm se dedicado à proteção de espécies em risco na região.
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De acordo com Sara Alves, especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Inema e coordenadora do PAT, o plano foi elaborado em 2020 e reconhecido por meio da portaria nº 22.000 no Diário Oficial do Estado (DOE). Seu principal objetivo é minimizar as ameaças às espécies e ecossistemas localizados na área de atuação, abrangendo 56 municípios em cerca de 3,9 milhões de hectares. O plano tem como alvo 27 espécies, sendo 24 da flora e 3 da fauna, e também contempla 339 espécies beneficiadas, que estão ameaçadas de extinção dentro das áreas das espécies-alvo.
- Um dos objetivos do plano envolve o desenvolvimento da pesquisa científica. As ações incluem mapear áreas para ações de conservação das espécies-alvo, realizar pesquisas sobre biologia, taxonomia, ecologia e sustentabilidade e estudar os impactos de invasões biológicas no território. Outro aspecto desse objetivo é a realização de expedições científicas para identificar as 27 espécies-alvo, todas classificadas como criticamente ameaçadas - explica a coordenadora.
A nova bromélia, conforme descrito no artigo, foi descoberta em janeiro de 2022 em áreas de campo rupestre nos Morros do Ouro e da Torre, na divisa entre os municípios de Barra da Estiva e Ituaçu. Ela cresce em solos rasos sobre rochas de quartzito e pode medir de 160 a 220 cm de altura, apresentando de 12 a 16 folhas, o que a diferencia de outras espécies similares. Suas folhas longas (com 45 a 55 cm) abrigam flores dispostas em um sistema de ramificação único, com ângulos de 30° a 45° em relação ao eixo principal. Notavelmente, suas flores se abrem durante a noite (das 19h às 6h) e exalam um aroma semelhante ao alho, indicando a possibilidade de polinização por morcegos.
O professor Everton Hilo, do programa de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e um dos autores do artigo, explica que a descoberta da nova bromélia começou durante a coleta de espécies ameaçadas no contexto do PAT.
- Inicialmente, não conseguimos identificá-la com precisão, limitando-nos a classificá-la no gênero Vriesea. No entanto, após um estudo mais aprofundado, confirmamos se tratar de uma nova espécie. Após revisar a literatura e consultar herbários, finalizamos a descrição, batizando-a em homenagem ao morro onde foi encontrada - relata o especialista.
Apesar da descoberta ser promissora, a Vriesea serraourensis já é considerada criticamente ameaçada de extinção, segundo análise do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). Encontrada em uma área muito restrita (menos de 4 km²), a bromélia enfrenta ameaças constantes, como incêndios, expansão agrícola, invasão de gramíneas exóticas e turismo desordenado. Essa descoberta ressalta a importância de projetos de pesquisa e conservação para a identificação de novas espécies e para a preservação da biodiversidade em ecossistemas frágeis. O trabalho conjunto entre pesquisadores, órgãos governamentais, como a Sema e o Inema, e a comunidade é crucial para proteger e valorizar a rica biodiversidade da Chapada Diamantina.
Fonte: Secretaria do Meio Ambiente da Bahia.
GALERIA DE FOTOS
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VRIESEA SERRAOURENSIS
MEIO AMBIENTE BAHIA

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