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ESPECIAL REVOLUÇÃO AZUL (IV) ][ MATOPIBA consolida-se como potência na piscicultura em 2026
Data de Publicação: 9 de março de 2026 14:15:00 O MATOPIBA consolida sua força na piscicultura com o Maranhão alcançando a 5ª posição no ranking nacional, enquanto o Tocantins registra um expressivo crescimento de 12,7%, impulsionado por incentivos fiscais estratégicos. Refletindo esse novo patamar, ambos os estados projetam seu potencial produtivo e logístico na Aquishow Brasil 2026, posicionando a região como protagonista na vitrine tecnológica do setor.
Resumo
Com 59.600 toneladas, o Maranhão lidera a produção de nativos no país, enquanto o Tocantins registra a 4ª maior evolução nacional. O Piauí foca em ajustes para retomar o crescimento, e a Bahia expande seu parque industrial. Os dados do Anuário Peixe BR de Piscicultura 2026 confirmam a maturidade da região.
Por Antônio Oliveira*
A produção de peixes de cultivo nos estados que compõem o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e a região oeste da Bahia) demonstra um vigor que une tradição em espécies nativas e avanço tecnológico na tilapicultura, conforme dados consolidados pelo Anuário Peixe BR de Piscicultura 2026, uma publicação da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR).
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Os tanques escavados ainda predominam
no Maranhão (Foto: Governo do Maranhão)
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O Maranhão atingiu a 5ª posição no ranking nacional, produzindo 59.600 toneladas em 2025 (alta de 9,36%). O estado é a maior referência brasileira em peixes nativos (42.700 t), com destaque para a exportação de curimatã e o potencial do panga. Polos como Matinha e Bom Jardim lideram em tanques escavados, enquanto o Lago do Estreito desponta no uso de tanques-rede – dado este não divulgado pelo Anuário.
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Tocantins tem crescimento experessivo (Foto: Madson Maranhão)
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No Tocantins, a evolução foi de 12,7%, somando 20.400 toneladas. Este crescimento, o quarto maior do Brasil em volume, é sustentado por políticas públicas de isenção de ICMS e redução de alíquotas para alevinos. Almas e Porto Nacional são os pilares da produção, que conta com um setor industrial de rações fortalecido pela soja e milho locais.
O Piauí produziu 21.900 toneladas, enfrentando uma leve retração de 1,79% devido à queda na tilápia. Entretanto, municípios como Cajueiro da Praia e Guadalupe (represa) mantêm estruturas robustas. O desafio atual é alinhar a logística e o clima favorável para aproveitar a crescente demanda regional por pescado.
Na Bahia, a produção alcançou 37.050 toneladas, com a tilápia dominando 90% do mercado. O estado mantém a 9ª posição nacional, com forte expansão em Paulo Afonso e no Vale do São Francisco. Barreiras, no oeste baiano, figura entre os cinco maiores municípios em área de viveiros escavados, reforçando o elo com o agronegócio regional.
Vitrine tecnológica e comercial
Com foco em evidenciar seu vigor produtivo e logístico, Bahia e Tocantins marcam presença na Aquishow Brasil 2026. Em sua edição itinerante, o evento retorna a Uberlândia, no Triângulo Mineiro — consolidado polo da piscicultura em Minas Gerais — com a expectativa de superar os recordes alcançados no ano anterior.
Agendada para os dias 09, 10 e 11, a feira projeta movimentar mais de R$ 125 milhões em negócios. O objetivo é atrair um volume ainda maior de expositores para ampliar o debate técnico sobre produtividade, sanidade e novas tecnologias, além de prospectar oportunidades nos mercados nacional e internacional.
Acompanhe o prosseguimento desta série.
*Fonte: Anuário Peixe BR de Piscicultura 2026 (Dados base 2025).
Piscicultura, MATOPIBA, Agronegócio, Peixe BR 2026, Aquicultura, Tilápia, Peixes Nativos.
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