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EXPORTAÇÕES ][ Piscicultura brasileira resiste a tarifaço em 2025

EXPORTAÇÕES ][ Piscicultura brasileira resiste a tarifaço em 2025

Data de Publicação: 26 de janeiro de 2026 14:56:00 Apesar da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o setor encerrou o ano com estabilidade financeira e abertura de novos mercados internacionais.

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RESUMO

O setor de piscicultura brasileiro faturou US$ 60 milhões (R$ 316.200 milhões no câmbio desta segunda-feira, 26) em 2025, uma leve alta de 2%, apesar da queda de 1% no volume exportado. O desempenho foi salvo pelo bom ritmo do primeiro semestre, compensando o impacto do "tarifaço" americano que derrubou as vendas no final do ano.

Da redação

O balanço da piscicultura brasileira em 2025 revelou uma resiliência inesperada diante de um cenário global desafiador. O setor registrou uma movimentação financeira superior a US$ 60

Processamento de tilápia na C-Vale,
PR (Foto: Jonathan Santos/AEN)
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milhões (R$ 316.200 milhões no câmbio desta segunda-feira, 26) — um crescimento de 2% em relação a 2024 —, contrastando com uma sutil retração de 1% no volume total de embarques, que fechou em 13,7 mil toneladas.

O grande vilão do ano foi o "tarifaço" de 50% instituído pelo governo dos Estados Unidos. Segundo Manoel

Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca
e Aquicultura (Foto: Embrapa /Divulgação)
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Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, a medida afetou drasticamente os resultados do terceiro e quarto trimestres, com quedas de 28% e 34%, respectivamente. O saldo anual só permaneceu positivo devido ao excelente desempenho das exportações entre janeiro e julho.

Em termos de produtos, os filés frescos continuam sendo o carro-chefe, gerando US$ 41,1 milhões (alta de 12%). Por outro lado, a categoria de peixes inteiros congelados sofreu uma redução de 27%. Um ponto de destaque foi o crescimento exponencial de 245% no volume de filés congelados, impulsionado pela busca por novos mercados.

Com a dificuldade no mercado americano, que ainda detém 87% das exportações brasileiras, empresas focaram no Canadá (crescimento de 108%) e na retomada das vendas para o México. Pedroza alerta que 2026 será um ano de cautela: caso a taxa americana persista, será difícil substituir o volume dos EUA a curto prazo, embora o recente acordo Mercosul-União Europeia traga esperanças de competitividade futura no mercado europeu.

Essas e outras informações estão disponíveis gratuitamente no Informativo de Comércio Exterior da Piscicultura, que pode ser acessado neste link

#Publicação simultânea com o site  Piscishow & Avisuleite.

 

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