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FIM DO TARIFAÇO ][ Medeiros e Lobo celebram fim de tarifa e retomada nos EUA

FIM DO TARIFAÇO ][ Medeiros e Lobo celebram fim de tarifa e retomada nos EUA

Data de Publicação: 21 de fevereiro de 2026 11:01:00 Líderes da Peixe BR e ABIPESCA projetam cenário de taxa zero e competitividade imediata para o pescado brasileiro no mercado norte-americano.

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Resumo

Francisco Medeiros (Peixe BR) e Eduardo Lobo (ABIPESCA) destacam o impacto positivo da queda do "tarifaço" de 50% nos EUA. A decisão permite que o Brasil retome as exportações de tilápia e peixes de captura com taxa zero, ganhando fôlego para as metas de 2026 e para a Seafood Expo em Boston.

Por Antônio Oliveira

A piscicultura brasileira recebeu com otimismo a decisão da Corte norte-americana de derrubar o "tarifaço" de importação implementado pela gestão de Donald Trump. Para Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), a medida encerra um período de desvantagem competitiva, no qual concorrentes diretos do Brasil operavam com taxas significativamente inferiores,

Lobo e Medeiros comemoram
decisão da Corte norte-americana
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especialmente no segmento de filés de tilápia.

O fim da barreira tarifária atua como um catalisador para as metas de exportação do setor. Segundo Medeiros, em fala no Instagram da Peixe BR,  os volumes de venda planejados originalmente para 2025 agora ganham fôlego para serem concretizados ao longo de 2026. Além do incremento imediato no comércio de filé fresco, a decisão fortalece a visão de negócio a médio e longo prazo, sinalizando um ambiente de maior previsibilidade e expansão para os produtores nacionais. "O Brasil volta para o jogo com uma grande oportunidade de exportação", pontua o dirigente.

O momento é estratégico, coincidindo com o início da Quaresma e a proximidade da Seafood Expo North America (American Food), em Boston, entre 15 e 17 de março. A feira é considerada a maior vitrine de pescado das Américas e será o primeiro grande palco para o Brasil renegociar contratos sob as novas regras. Para Medeiros, o evento em Boston é o passo seguinte para quem já exporta ampliar seus negócios e, para os novos players, uma chance indispensável de compreender as exigências do mercado americano.

"Unidos pela competitividade, a piscicultura e a pesca brasileira retomam seu espaço no maior mercado do mundo."

Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, na manhã deste sábado, 21,  o presidente da Associação Brasileira da Indústria da Pesca (ABIPESCA), Eduardo Lobo, detalhou o impacto histórico da decisão da corte norte-americana em derrubar o "tarifaço" sobre o pescado brasileiro. Segundo o dirigente, o setor foi a proteína animal mais castigada pelas medidas protecionistas da gestão Trump, que impôs uma tarifa de 50%, retirando completamente a competitividade do Brasil frente a concorrentes internacionais. Com os Estados Unidos representando mais de 65% do destino das exportações nacionais, as indústrias operaram em 2025 com margens achatadas apenas para manter a cadeia ativa e honrar estoques remanescentes.

A expectativa agora é de uma virada de chave imediata. Eduardo Lobo revelou que, conforme informações oficiais da Embaixada do Brasil, da Apex-Brasil e da National Fisheries Institute (NFI) - a ABIPESCA norte-americana -, o desembaço de mercadorias já deve ocorrer com taxa zero a partir desta segunda-feira. Embora o clima seja de comemoração após a confirmação da queda das taxas na última sexta-feira, o presidente da ABIPESCA prega cautela diante da possibilidade de novas movimentações ou reedições de tarifas pelo governo americano. Ainda assim, o otimismo prevalece: os associados já iniciaram contatos para reativar contratos e aproveitar o início da temporada de 2026.

Ainda conforme Lobo, o cenário é promissor para os principais produtos da pauta exportadora brasileira. O carro-chefe continua sendo a tilápia — produzida em estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Santa Catarina —, além de itens de captura como atum, lagosta e pargo. Lobo destaca que a indústria brasileira de processamento está pronta para atender a demanda e que há tempo hábil para ampliar tanto a produção de cultivo quanto a capacidade de pesca este ano. Após um período de sobrevivência e abertura de mercados alternativos, o setor volta a focar no consumidor americano, reconhecido por ser o que melhor valoriza e remunera a qualidade do pescado produzido no Brasil.

#Publicação simultânea com o site Piscishow e Avisuleite.

 

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