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Goiás tem grande potencial para a produção de peixes de cultivo, porém se desenvolve lentamente

Goiás tem grande potencial para a produção de peixes de cultivo, porém se desenvolve lentamente

Data de Publicação: 10 de março de 2023 11:17:00 De uma produção de 29.500 toneladas, em 2018, cresceu pouco em 2022, com a produção de 30.500 toneladas. Um aumento de apenas 2,7%, comparada com a produção de 2021, que foi de 29.700 toneladas #anuário peixebr #piscicultura em goiás #produção de peixes em goiás

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Redação

O estado de Goiás tem muito potencial para a produção de peixes de cultivo em tanques-rede ou em tanques escavados: recursos hídricos de qualidade e com temperatura ideal; localização; logística e matéria-prima para ração em abundância. Porém se arrasta na produção. Nos últimos 4 anos, praticamente se estacionou. De uma produção de 29.500 toneladas, em 2018, cresceu pouco em 2022, com a produção de 30.500 toneladas. Um aumento de apenas 2,7%, comparada com a produção de 2021, que foi de 29.700 toneladas.

Por espécies produzidas, a piscicultura goiana apresentou os seguintes resultados: 21.500 toneladas de tilápia; 8.700 toneladas de peixes nativos e 300 toneladas de espécies variadas. Estes dão dados do Anuário PeixeBR da Piscicultura, edições de 2019 a 2023. Este último publicado no dia 27 de fevereiro próximo passado.


Piscicultura no Lago de Cana Brava, em Minaçú, norte de Goiás (Foto: Secom/GO)

 

Perspectivas são boas

Contudo, conforme levantamento da edição 2023, o atual resultado da produção “sinaliza o caminho do crescimento em Goiás.

Vê-se que os órgãos estaduais e setor produtivo estão juntos para gerar um ambien­te de competitividade para o setor. “A medida é considerada um grande avanço para alavancar a atividade no estado nos próximos anos, e de forma regularizada”, aponta o Anuário.

No estado, a piscicultura está enquadrada na Lei nº 20.694/2019, sobre licen­ciamento ambiental, que abrange os diversos perfis de produtores – micro, pequeno, médio e grande – e as atividades em tanque-rede e tanque escavado, além de ranicul­tura, algicultura e carcinicultura. Ou seja, o setor como um todo atua sob o guarda-chuva da Secre­taria Estadual de Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (SEMAD-GO).

O Anuário levantou ainda que a  expectativa para 2023 é ter mais fomento à produção de peixe. A Comissão de Aquicultura da Fede­ração da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), em parceria com entidades do setor, já vem traçando estratégias para o incremento do processamento de pescados. Espera­-se que os setores público e privado atuem em sintonia para promover a evolução da piscicultura no estado.

O avanço mais significativo passa, necessariamente, pelo desenvol­vimento da industrialização e do processamento da produção esta­dual, o que otimizaria o sistema de certificação e a estrutura da cadeia produtiva. Resta saber qual será o impacto da “taxação do agro”, como ficou conhecido o Fundo Es­tadual de Infraestrutura (Fundein­fra), cujos recursos virão das ativi­dades agrícola, pecuária e mineral, com taxas de até 1,65% sobre a comercialização de produtos agro­pecuários, como soja, milho, cana e carnes. A cobrança passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2023.

Os dez maiores municípios produtores

RANKING

MUNICÍPIO

NIQUELÂNDIA

QUIRINÓPOLIS

INACIOLÂNDIA

GOUVELÂNDIA

LUZIÂNIA

ÁGUA FRIA DE GOIÁS

MORRINHOS

PLANALTINA

CAVALCANTE

10º

ARENÓPOLIS

Fonte: IBGE Pesquisa da Pecuária Municipal (dados preliminares 2021)

*Mais informações e textos do Anuário PeixeBR da Piscicultura, no quadro “Perspectivas são boas”.

 

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