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MEIO AMBIENTE ][ Brasil atinge 28% da meta de restauração florestal para 2030
Data de Publicação: 18 de dezembro de 2025 10:30:00 Anúncio do MMA sobre 3,4 milhões de hectares em recuperação sinaliza o avanço da agenda climática e a força das soluções baseadas na natureza no país, diz ONG ambientalista.
Da redação
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou recentemente que o Brasil já possui 3,4 milhões de hectares em processo de restauração de vegetação nativa. O dado faz parte do monitoramento do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) e foi recebido com otimismo pela The Nature Conservancy (TNC) Brasil.
Para a organização, o número consolida a restauração como um pilar central da estratégia climática brasileira. O montante atual representa 28% da meta nacional, que prevê a recuperação de 12 milhões de hectares até 2030.
O Papel da regeneração e da governança
A TNC destaca que o resultado reflete o amadurecimento das políticas de governança territorial. Entre os pontos cruciais para atingir essa marca estão:
- O reconhecimento da regeneração natural como técnica eficaz;
- A proteção de áreas públicas;
- A recuperação de Reservas Legais e áreas protegidas.
Com a proximidade da COP30, as chamadas "Soluções Baseadas na Natureza" ganham força. Segundo a TNC, a restauração é uma agenda transversal, essencial não apenas para o sequestro de carbono, mas para garantir a segurança hídrica e a conservação da biodiversidade, aumentando a resiliência dos biomas frente à crise climática.
O Desafio dos 8,6 milhões de hectares
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Apesar do avanço, o Brasil ainda precisa restaurar 8,6 milhões
de hectares nos próximos cinco anos (Foto: Polícia Federal)
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. O caminho para dar escala a esse processo envolve a conexão entre novos fluxos financeiros e a execução técnica no campo.
A proposta defende modelos de financiamento híbrido, combinando recursos públicos (como o Floresta Viva e o EcoInvest) com investimentos privados advindos do mercado de crédito de carbono e concessões florestais.
- É fundamental conectar os novos fluxos financeiros à execução concreta da restauração no território - afirma o posicionamento da organização, reforçando a necessidade de segurança jurídica e benefícios socioeconômicos duradouros.
Para acelerar o ritmo, a TNC Brasil aposta no fortalecimento de organizações locais, na estruturação da cadeia produtiva em biomas como Amazônia e Cerrado, e na implementação efetiva dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) em propriedades privadas.
Restauração Ambiental | Planaveg | Mudanças Climáticas | TNC Brasil | Sustentabilidade | COP30
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