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MULHERES ÁGUAS ][ Prêmio celebra trajetórias daquelas que vivem do pescado

MULHERES ÁGUAS ][ Prêmio celebra trajetórias daquelas que vivem do pescado

Data de Publicação: 10 de março de 2026 16:29:00 De um lado, a resistência ribeirinha na pesca amadora no Pará; do outro, o pioneirismo técnico na carcinicultura potiguar. Conheça as vencedoras.

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Resumo

O Ministério da Pesca e Aquicultura apresenta as histórias de Liliane Silva, destaque na pesca amadora pelo seu trabalho de fortalecimento feminino e sustentabilidade no Rio Iriri, e de Ana Carolina Guerrelhas, bióloga pioneira que revolucionou a produção de camarões no Brasil há 40 anos.

Da redação

Dando continuidade à série que homenageia as 11 vencedoras do Prêmio Mulheres das Águas, destacamos hoje, com material produzido pela assessoria de comunicação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e editado pela redação do Cerrado Rural Agro,  duas trajetórias que, embora em nichos diferentes, compartilham a marca da coragem e da transformação social.

Liliane Santos da Silva: a voz feminina no rio Iriri

Liliane Santos da Silva (Foto: Acervo pessoal)
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Vencedora na categoria Pesca Amadora ou Esportiva, Liliane Silva transformou sua relação ancestral com o Rio Iriri em uma ferramenta de emancipação. Na Comunidade Triunfo, no Pará, ela desafiou o estigma de que o rio seria um território exclusivamente masculino. Para Liliane, a pesca é um exercício de autonomia, cura e memória. Ela atua na linha de frente com oficinas de pesca responsável e rodas de conversa, onde compartilha saberes herdados da família, como a leitura das águas e o respeito ao período de defeso.

Seu impacto é coletivo: Liliane mobilizou mulheres de diversas idades para criar um grupo local de pesca esportiva, promovendo o protagonismo feminino e a segurança emocional nas margens e igarapés. Além da questão social, sua atuação ambiental é vigorosa, organizando mutirões de limpeza e defendendo o manejo sustentável (captura e soltura). Ao ver mulheres que antes eram apenas acompanhantes assumirem o comando de suas próprias pescarias, Liliane reafirma que as águas da Terra do Meio são, por direito, um território de liberdade feminina e conservação.

Ana Carolina Guerrelhas: o pioneirismo na carcinicultura

Ana Carolina Guerrelhas (Foto: Acervo pessoal)
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Na categoria Aquicultura Marinha ou Estuarina, o prêmio reconhece a bióloga marinha Ana Carolina de Barros Guerrelhas. Formada pela USP em 1977, Ana Carolina é uma das figuras mais emblemáticas da carcinicultura brasileira. Sua carreira começou em uma época de barreiras rígidas para mulheres em áreas técnicas, atuando na extinta SUDEPE antes de se tornar uma referência em missões internacionais da FAO.

Na década de 1980, ela foi peça-chave na introdução da espécie Litopenaeus vannamei no Brasil, marco que mudou o rumo da maricultura nacional. Em 1989, fundou no Rio Grande do Norte um laboratório pioneiro que substituiu a captura predatória de larvas em manguezais por uma produção estruturada e tecnológica. Aos 72 anos, "Dona Ana" — como é carinhosamente chamada — lidera uma equipe de 70 colaboradores, onde as mulheres ocupam cargos estratégicos. Mais do que avanço técnico, seu trabalho gerou dignidade para centenas de famílias ribeirinhas que prosperaram através do cultivo de camarão, consolidando um legado de ciência, empreendedorismo e impacto social.

#Publicação simultânea com o site Piscishow & Avisuleite.

 

Mulheres das Águas | Pesca Amadora | Aquicultura | Sustentabilidade | Rio Iriri | Carcinicultura | Empoderamento | MPA

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