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Novos modelos de financiamento de práticas descarbonizantes na agropecuária estão no alvo do Mapa
Data de Publicação: 30 de janeiro de 2023 09:26:00 O tema foi debatido nesta quinta-feira, 26, em reunião com o diretor do Earth Innovation Institute, Daniel Nepstad, e Guilherme Quintella, da Taxo Agroambiental #mapa #práticas descarbonizantes #sustentabilidade
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É possível haver harmonia entra a produção agrícola e o
meio ambiente (Foto: Antônio Oliveira)
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Redação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que já começou a discutir novos modelos de financiamento para a adoção de práticas de produção sustentável. Segundo a secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Renata Miranda, a ideia é aproximar o produtor, o setor privado e os interessados na capacidade que o Brasil tem em mitigar a emissão de carbono.
- Vamos modelar uma prática de crédito que vai disponibilizar taxas de juros menores quanto maior for o apetite do produtor em adotar tecnologias sustentáveis. Podemos ser protagonistas desse mercado no mundo através da descarbonização da agricultura. Temos muito a trabalhar mas com certeza temos muito a produzir nesse setor - disse a secretária.
O tema foi debatido nesta quinta-feira, 26, em reunião com o diretor do Earth Innovation Institute, Daniel Nepstad, e Guilherme Quintella, da Taxo Agroambiental.
Para o ministro Carlos Fávaro, a descarbonização da agricultura brasileira deve ser implementada com prioridade no país.
- É a contemporaneidade do Ministério da Agricultura, que eu quero deixar como legado - comentou Fávaro.
O sequestro do carbono no solo depende de fatores como cobertura vegetal, práticas de manejo e classes de solo. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis como o Sistema de Plantio Direto e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta pode aumentar o estoque de carbono do solo, reduzindo a liberação do gás carbônico na atmosfera.
O Brasil pode ser uma liderança global na descarbonização da produção de alimentos, na avaliação de Nepstad.
- O Brasil está muito bem posicionado, todas as ferramentas e oportunidades estão aí e está na hora de implementar isso. Hoje existem oportunidades de conseguir o financiamento e os sinais do mercado necessários para fazer essa transição.
Para Quintella, o Brasil deve avançar na busca de procedimentos de quantificação de e identificação do carbono no solo.
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O tema foi debatido na última quinta-feira (26) em reunião com o
diretor do Earth Innovation Institute, Daniel Nepstad, e Guilherme Quintella,
da Taxo Agroambiental ( Foto: Guilherme Martimon/Mapa)
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- É muito importante que o Brasil avance nessas discussões, especialmente no carbono do solo do Cerrado, onde o Brasil domina essa tecnologia com maestria. O papel da Secretaria e do Mapa é enorme na identificação e na qualificação desses padrões de sequestro de carbono - disse.
O assessor especial do Mapa, Carlos Augustin, também participou da reunião.
Na última quarta-feira, 25, representantes de indústrias de bioinsumos, de empresas que trabalham com crédito de carbono, da Embrapa, de universidades e do Mapa reuniram-se em São Paulo para esboçar uma política pública de incentivo a uma produção agropecuária mais sustentável.
*Fonte: Ascom/Mapa.
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