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OPINIÃO ][ Tocantins: O Destino manifesto que o besteirol não consegue ofuscar

OPINIÃO ][ Tocantins: O Destino manifesto que o besteirol não consegue ofuscar

Data de Publicação: 17 de dezembro de 2025 10:26:00 Enquanto críticos desinformados ignoram a história do Estado e políticos aprontam, o Tocantins se impõe como o novo hub logístico e produtivo do coração do Brasil.

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Por Antônio Oliveira

Há 20 anos, a política tocantinense vive episódios conturbados que culminam em quedas e afastamentos de governadores. Esse cenário provocou uma desaceleração no desenvolvimento social e econômico, gerando desconfiança em investidores. Paralelamente, o Estado sofre ataques de pseudojornalistas e influencers desinformados — a exemplo de um tal de Alan dos Santos —, que propagam narrativas errôneas e demonstram profundo desconhecimento sobre

Vista parcial do pátio multimodal da Ferrovia Norte-Sul
em Porto Nacional -TO (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agro)
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o processo de evolução da unidade mais nova da federação.

Entretanto, o campo econômico segue uma lógica distinta. Graças às condições edafoclimáticas favoráveis, abundância de água, solos planos para agricultura mecanizada e localização central privilegiada, o Tocantins avança para se tornar um grande hub logístico. É um dos estados que mais cresce no Norte e Nordeste, integrando a estratégica região do MATOPIBA. Bato nesta tecla há 22 anos, desde quando, em uma motoneta dos anos 80 e acompanhado por minha filha fotógrafa, percorri o Estado de norte a sul para reportar o início do cultivo de grãos, que na época somava apenas 140 mil hectares.

A prova dessa pujança foi destaque no Valor Digital em 15 de novembro. Sob o título “Tocantins pode se transformar em hub logístico do Brasil Central”, o portal assegura que o Estado deve consolidar sua posição nas próximas duas décadas, agregando valor às exportações. Com investimentos de R$ 940 milhões nos últimos dois anos, a infraestrutura se fortalece ao longo da Ferrovia Norte-Sul (FNS).

O projeto é ambicioso: a FNS conecta o Tocantins ao Porto de Itaqui (MA) ao norte e aos portos do Sul/Sudeste. O governo estadual ainda planeja a federalização das rodovias TO-050 e TO-020 (ampliando a BR-010 em 171 km) e da TO-080, ligando Palmas a Paraíso. Soma-se a isso o estudo da Hidrovia Tocantins-Araguaia, que visa reduzir custos logísticos em seus 3 mil km.

"Contra o besteirol da desinformação, o Tocantins responde com trilhos, recordes de safra e um bilionário cinturão de investimentos que o consagra como o coração logístico do Brasil."

Na produção, a Conab estima que o Tocantins colherá 9,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26 — o quíntuplo de 2009/10 —, respondendo por 24% da safra do MATOPIBA. Esse potencial atrai gigantes: a Mosaic investiu R$ 400 milhões em uma misturadora de fertilizantes em Palmeirante, visando 1 milhão de toneladas anuais até 2028. Eduardo Monteiro, da Mosaic, destaca que a integração com a VLI e a Copi no Porto de Itaqui traz competitividade única.

A VLI também opera o terminal de Porto Nacional, com capacidade para 6 milhões de toneladas. Ao sul, os terminais de Alvorada e Gurupi conectam o Estado ao Porto de Santos (SP) via Malha Central da Rumo. Segundo Natalia Marcassa, da Rumo, isso eleva o patamar logístico regional. O terminal de Alvorada, em parceria com a CHS, pode movimentar 1,5 milhão de toneladas, enquanto o Grupo Fazendão investiu R$ 80 milhões em Gurupi no Terminal TGP,

Estação elevatória da planta da Mosaic em
Palmeirate, no norte do Tocantins
(Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agro)
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com capacidade para 2 milhões de toneladas de soja. Por fim, a Ultracargo investiu R$ 160 milhões em Palmeirante para um terminal de combustíveis com capacidade de 23 milhões de litros, facilitando o abastecimento de diversos estados vizinhos.

Afirmar que o Tocantins segue em seu pleno desenvolvimento seria ignorar as cicatrizes deixadas por tantos desencontros políticos. No entanto, é fato que o Estado não parou. Aliado aos demais estados do MATOPIBA, o Tocantins consolida um novo eixo de progresso no Brasil, deslocando o eixo de atenção do Sul e Sudeste para o potencial estratégico das regiões Norte e Nordeste.

Por fim, os bobalhões que, vez por outra, aparecem defendendo o retorno do Tocantins — o antigo e abandonado 'nortão goiano' — ao estado de Goiás, deveriam, antes de tudo, conhecer a fundo a história de abandono do antigo norte de Goiás e a trajetória de superação do Tocantins.

 

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