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PESCA E AQUICULTURA – André de Paula ainda não disse a que veio
Data de Publicação: 19 de janeiro de 2023 15:40:00 Ao que parece, os dois setores e o presidente Lula deram com os burros n’água. Já se passaram quase 20 dias da posse do deputado federal e a única coisa que se tem conhecimento da pasta foi a nomeação de 3 dos 4 secretários da pasta. Nada mais #pesca e aquicultura #ministério da pesca #andre de paula
Por Antônio Oliveira
A sociedade, no caso em tela, pode até entender a negociação política de cargos com vistas ao fortalecimento de um governo e, via de regra, a governabilidade, como aconteceu com o recriado Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). Porém, seria ético e responsável que o nome que resulta dessas negociações partidárias fosse de pessoa capacitada para a área que vai comandar, principalmente em secretarias e/ou ministérios técnicos, como é o caso desta pasta voltada para o desenvolvimento do pescado.
Algumas lideranças do setor, que não admitiam a recriação do MPA, se uniran aos que o defendiam e ambos os grupos endorsaram a preferência do presidente Lula para gerir a pasta: o ex-ministro desta, no segundo governo lulista, Altemir Gregolin, pessoa com extraordinário conhecimento das cadeias da pesca e aquicultura no Brasil. Estava tudo certo – e animado.
Veio a necessidade de negociação com o PSD e a indicação caiu num nome desconhecido do setor, mas que inspira respeito e confiabilidade. André é boa praça em seu Estado.
Será que os dois setores e o presidente Lula deram com os burros n’água. Já se passaram quase 20 dias da posse do deputado federal André de Paula, de Pernambuco, e a única coisa que se tem conhecimento da pasta da pesca e da aquicultura foi a nomeação de 3 dos 4 secretários da pasta. Nada mais.
A pasta já sofreu o trauma de um ministro-político, não é Crivela?
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Ministro André de |Paula, ministro da Pesca e Aquicultura (Foto: Divulgação)
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É natural, tolerável, de bom senso que se deem um voto de confiança a quem espera por ele. André de Paula teve, inclusive apoio de entidades da pesca e aquicultura, de seu antecessor e de um relatório/diretrizes prontinhos.
Porém, ainda não falou a que veio. Já é tempo de estar agindo entre pescadores, aquicultores, indústria e imprensa especializada. Setores que não podem ficar no prejuízo causado pela política partidária.
De Paula demonstra ainda estar perdido. E sem motivos, pois está assessorado por, no mínimo, um dos grandes técnicos da pesca e aquicultura no Brasil que, inclusive, participou do Grupo de Transição de Pesca.
E que o Ministro saiba entender o papel da imprensa. Não vai aqui qualquer interesse de queimação de sua figura, sim um alerta que estes setores produtivos já estão apreensivos.
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