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PESCADO ESCOLAR ][ Pesquisa revela desafios para incluir peixe na merenda escolar
Data de Publicação: 7 de maio de 2026 16:25:00 Relatório do FNDE aponta que tilápia e sardinha lideram cardápios, mas receio com espinhas e custo elevado ainda limitam a oferta em 64% das escolas.
Resumo
Levantamento intersetorial entre MEC, MPA e FNDE com 2.330 profissionais evidencia disparidades na oferta de pescado no PNAE. Enquanto o Norte lidera a adesão devido à cultura ribeirinha, estados como Minas Gerais enfrentam barreiras logísticas. A estratégia agora foca em ampliar compras da pesca artesanal.
Da redação
O pescado, pilar econômico de comunidades artesanais em todo o Brasil, ganha novo relevo estratégico nas políticas de segurança alimentar. Um relatório inédito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), baseado em pesquisa realizada com nutricionistas e merendeiras, revela que a proteína já integra o cotidiano de milhões de alunos, mas ainda enfrenta barreiras estruturais para se consolidar em todo o território nacional. A ação faz parte do Programa Povos da Pesca Artesanal e busca alinhar a merenda à cultura alimentar local.
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A ação faz parte do Programa ( Foto: Mariana Leal/MEC)
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Os dados mostram visões distintas sobre a realidade nas cozinhas: enquanto 64% dos nutricionistas indicam que o alimento ainda não é servido em suas unidades, apenas 46% das merendeiras confirmam essa ausência. O estudo identificou que a tilápia é a espécie predominante, seguida por sardinha e atum, preferencialmente servidos em formato de filé assado. No entanto, o receio com espinhas (citado por 54% das merendeiras) e o alto custo do produto (apontado por 50% dos nutricionistas) figuram como os principais entraves para a expansão do consumo.
Regionalmente, a oferta reflete a geografia brasileira. Estados do Norte, como Acre (62,5%) e Rondônia (60,5%), lideram o ranking de presença regular de peixe nas escolas, impulsionados pela tradição ribeirinha. No Sul, Santa Catarina destaca-se pela estrutura da cadeia pesqueira. Já em estados sem litoral, como Minas Gerais, a oferta cai para 18%. Para reverter esse quadro, o governo planeja intensificar o fomento à compra pública da pesca artesanal e investir em capacitações para o preparo de receitas alternativas, como hambúrgueres e almôndegas de peixe, facilitando a aceitação entre os estudantes.
#Publicação simultaneamente com o site Piscishow e Avisuleite.
PNAE, Alimentação Escolar, Pesca Artesanal, FNDE, Nutrição, Pescado, Políticas Públicas.
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