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REINTEGRAÇÃO SOCIAL ][ Governo do Maranhão une piscicultura e ressocialização para combater a fome
Data de Publicação: 4 de setembro de 2025 16:23:00 Um projeto inovador na Penitenciária Regional de São Luís capacita detentos na criação de peixes, transformando o sistema prisional em um polo de produção que reforça o Banco de Alimentos do estado e promove a reintegração social.
Da redação
O Governo do Maranhão está transformando a vida de detentos e combatendo a fome com um projeto de piscicultura inovador na Penitenciária Regional de São Luís. A iniciativa, que insere pessoas privadas de liberdade na criação de peixes, foi visitada recentemente pelo governador Carlos Brandão, que destacou sua importância social para o estado.
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A iniciativa representa um avanço importante na
política de reintegração social (Foto: Governo do Maranhão)
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O projeto, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), faz parte do programa “Trabalho com Dignidade”. O objetivo é promover a ressocialização por meio da capacitação profissional e da ocupação produtiva no ambiente prisional.
Durante a visita, o governador Carlos Brandão ressaltou que a iniciativa oferece uma nova profissão aos internos, permitindo que eles recomecem suas vidas após o cumprimento da pena, ao mesmo tempo em que garante mais alimento para a população.
- A produção de tilápias feita pelos internos fortalece o importante trabalho do nosso Banco de Alimentos no combate à insegurança alimentar. É um exemplo de que, com oportunidade e compromisso, conseguimos transformar a vida das pessoas - afirmou Brandão, que planeja estender o projeto a produtores rurais.
Atualmente, cerca de 10 internos trabalham na oficina de piscicultura, que já opera com 10 tanques de 32 mil litros. A meta é instalar 55 tanques no total, com previsão de uma produção mensal de até 7 toneladas de pescado.
O secretário da SEAP, Murilo Andrade, informou que a iniciativa resultará em uma política transversal em parceria com outras secretarias para combater a fome. "Esta visita é para apresentar o projeto ao governador, que ficou muito entusiasmado e solicitou a replicação em outras unidades prisionais do estado", explicou Andrade.
A presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), França do Macaquinho, falou da parceria com a SEAP, que já beneficia a agricultura familiar. Segundo ela, os internos já produzem caixas de abelhas usadas por apicultores e tanques que fortalecem a piscicultura.
Reforço ao Banco de Alimentos
Todo o pescado produzido será entregue ao Banco de Alimentos do Maranhão, um equipamento de segurança alimentar vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (SEDES). A medida reforça o compromisso do estado com o combate à fome e ao desperdício, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade em diversas regiões.
A iniciativa representa um avanço importante na política de reintegração social, unindo inclusão produtiva, segurança alimentar e responsabilidade social. Vale destacar que, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o Maranhão é hoje o primeiro lugar no Brasil em número de internos inseridos em atividades laborais.
Governo do Maranhão, piscicultura, ressocialização, combate à fome, Banco de Alimentos, Carlos Brandão, SEAP, SEAP, inclusão social.
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