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RESTAURAÇÃO AMBIENTAL NO TOCANTINS ][ Em busca de modelos viáveis e financiamento para passivos ambientais
Data de Publicação: 13 de junho de 2025 16:37:00 Representantes de instituições financeiras, órgãos ambientais, pesquisadores e produtores se reúnem para debater soluções econômicas para a restauração de áreas degradadas, um desafio que exige R$ 43 milhões em investimentos no país.
Da redação
Em um esforço conjunto para impulsionar a restauração ambiental no Tocantins, diversas entidades se uniram na Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas). O encontro reuniu o Banco Mundial, Banco do Brasil, secretarias de estado do Tocantins Meio Ambiente (Semarh) e Agricultura (Seagro), Serviço Florestal Brasileiro, pesquisadores, técnicos e produtores. O tema central foi "Restauração com Finalidade Econômica e Ecológica no Tocantins", um assunto de grande relevância para proprietários rurais com passivos ambientais que buscam adequação à legislação vigente.
Dados do Serviço Florestal Brasileiro revelam a magnitude do desafio: o Brasil possui 43 milhões de hectares com passivos ambientais a serem recuperados, conforme declarado no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Para os especialistas, essa é uma meta desafiadora.
Alexandre Uhlmann, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, destacou o objetivo do encontro:
- A ideia foi reunir cabeças para pensar modelos economicamente viáveis para restauração em pequenas, médias e grandes propriedades.
Diferente da recuperação de áreas degradadas, que visa reintroduzir atividades produtivas, a restauração busca restabelecer a vegetação original do local, como as florestas de Cerrado.
A participação do setor financeiro é crucial, conforme enfatiza Uhlmann.
- Os bancos propõem a abertura de linhas de crédito para atender à pesquisa e ao produtor. Precisamos de recursos na pesquisa para validar economicamente modelos agroflorestais que são importantes para o estado. A partir do momento em que a gente tiver essa validação econômica, o banco poderá abrir efetivamente linhas de crédito que possibilitem aos produtores realizar a restauração ambiental em suas propriedades - esclareceu.
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Evento aconteceu na última segunda-feira e foi organizado pelo Banco
Mundial, Semarh e Embrapa (Foto: Embrapa/Elisângela Santos)
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Apesar dos custos, que podem variar de R$5 mil a R$50 mil por hectare, a necessidade de restaurar vastas áreas impulsiona a busca por estudos de viabilidade econômica em projetos de Sistemas Agroflorestais (SAFs). É nesse ponto que a pesquisa se concentrará agora.
Para Uhlmann, a validação econômica dos SAFs é fundamental para garantir segurança às instituições financeiras.
- O próximo passo é pensar em validação econômica desses modelos que já existem, de modo a dizer ao banco quais têm e quais não têm viabilidade. Com isso o banco vai oferecer, a partir de uma visão mercadológica, a possibilidade de financiamento dos passivos de restauração das propriedades - concluiu.
A superintendente regional do Banco do Brasil, Priscila Telles de Souza Lima, reforçou o compromisso da instituição:
- Queremos conhecer modelos bem-sucedidos e mapear potenciais parceiros. Captamos 4 bilhões de reais de fundos de sustentabilidade.
Wener Kornexl, gerente do Programa de Florestas do Banco Mundial, deixou claro o apoio:
- O dinheiro está disponível para começar amanhã.
Com informações da Embrapa.
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