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TECNOLOGIA E INCLUSÃO ][ Mulheres indígenas lançam a IA Arandu no Brasil
Data de Publicação: 30 de janeiro de 2026 17:15:00 Ferramenta foca na preservação de saberes ancestrais e autonomia econômica; iniciativa da ONG Recode já alcança 12 estados e o Distrito Federal.
Resumo
Mulheres de diversas etnias criaram a Arandu, uma Inteligência Artificial exclusiva para gerir conhecimentos tradicionais e comercializar produtos das aldeias. A plataforma Círculos Indígenas promove a soberania digital e oferece suporte em tradução e conteúdos para comunidades originárias.
Da redação
A sabedoria milenar dos povos originários encontrou um novo aliado na tecnologia de ponta. Mulheres indígenas de diversas etnias lançaram a Arandu — termo que significa "sabedoria" em tupi-guarani —, uma Inteligência Artificial (IA) desenvolvida e administrada exclusivamente por elas. Integrada à plataforma Círculos Indígenas, a ferramenta funciona como uma guardiã
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Atualmente, a rede conta com
mulheres de 12 estados (Foto: Divulgação)
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digital de valores e tradições ancestrais.
O projeto, viabilizado pela ONG Recode ao longo de 2025, permite que as participantes produzam e distribuam conteúdos, registrem conhecimentos tradicionais e comercializem produtos das aldeias. Atualmente, a rede conta com mulheres de 12 estados, representando povos como Pataxó, Guajajara, Terena e Kaxinawá. A meta é expandir para 240 participantes até o final de 2026, com inscrições já abertas para novas vagas.
Protagonismo e Tecnologia Para Júlia Tainá, indígena em contexto urbano no Acre e participante do projeto, a Arandu representa um espaço seguro de reconexão. "A IA ajuda a organizar nossas ideias, na descrição das peças e na forma de contar nossa história. Conseguimos impactar o futuro sem abrir mão de quem somos", afirma. A tecnologia atua de forma ética, respeitando os direitos coletivos e apoiando a tradução entre línguas indígenas e o português.
Geração de Renda Além do acervo cultural, a plataforma foca na autonomia financeira através de um sistema de e-commerce em aprimoramento. Rodrigo Baggio, CEO da Recode, destaca que a iniciativa reverte barreiras históricas de acesso à tecnologia. O ambiente oferece ferramentas para edição de áudio, vídeo e texto, garantindo que as mulheres indígenas sejam as verdadeiras protagonistas de suas narrativas e da economia de seus territórios.
IA Arandu | Mulheres Indígenas | Tecnologia Ética | ONG Recode | Círculos Indígenas | Saberes Ancestrais | Autonomia Econômica
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