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“Pesca implacável”. Realmente, a pesca do atum albacora é cruel
Data de Publicação: 22 de abril de 2023 18:48:00 Ao mostrar a grande aventura da pesca do atum albacora em alto mar, série da Netflix acaba revelando a crueldade com a espécie, totalmente adversa das recomendações de bem-estar animal #pesca implacável #pesca do atum albacora #bem-estar animal #boas práticas #crueldade
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Das cenas do reality esta é a mais leve que pude
extrair do filme (Foto: Netflix)
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Por Antônio Oliveira
Nada contra a pesca marinha, afinal, a humanidade precisa se alimentar e, para isto, o homem deve cultivar e buscar o alimento onde ele é possível, em terra ou em água. Claro que respeitando os limites do meio água e terra. Acabo de assistir o reality show “Pesca Implacável”, da Netflix. Mais documentário do que reality, a série, em 8 episódios, mostra a rotina de pescadores norte-americanos de 5 barcos na pesca do atum albacora no Oceano Pacífico. Esta espécie de atum, cuja pesca se dá por uma temporada anual, é a mais cara do mundo e muito lucrativa para pescadores, processadores e restaurantes de todo o mundo. Por cada temporada, um equipe de pescadores pode faturar até 250 mil dólares por pouco menos que 3 toneladas do peixe.
Durante todos os episódios, percebi que o bem estar animal, cada vez mais exigido por sociedades de todo o mundo e em prática na maioria dos criadores e abatedouros de peixes de cultivo, aves, suínos e bovinos, na existe na pesca marinha. Ao menos no caso da albacora, cuja pesca é cruel.
Fisgado à linha, ou por vara, o peixe é arremessado direto para a proa do barco - quando não é puxado por cesta ou por arpão. Ao cair no assoalho, o anzol é retirado do peixe, que se debate, como se estivessem em convulsão e, em seguida, é degolado à faca e jogado em um tubo que culmina numa câmara frigorífica ou caixas com gelo no porão da embarcação.
Acredito - e não demora muito -, que as sociedades protetoras dos animais e a sociedade de consumo de pescado marinho em todo o mundo vão cobrar dos pescadores industriais de todos os mares, bons tratos com toda a espécie de peixe pescado. Talvez, nos barcos, um grande tanque de água gelada ou com substância anestésica, como o óleo de cravo usado nos abatedouros de tilápia seja a solução.
Matar animais (adequandos à alimentação humana) para alimentar a humanidade, sim. Ela precisa de proteína animal para se manter. Mas em abates humanitários.
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