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Distrito Federal consome 60 mil toneladas de peixes por ano, mas só produz 2 mil toneladas

Distrito Federal consome 60 mil toneladas de peixes por ano, mas só produz 2 mil toneladas

Data de Publicação: 14 de março de 2023 10:06:00 A imensa diferença entre procura e oferta é um grande atrativo para investidores. Há condições para produzir #brasília #distrito federal #produção de pescado #peixebr #anuário peixebr #piscicultura em brasília

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Por Antônio Oliveira

Ainda da série “produção de pescados” nas regiões do MATOPIBA e Centro-Oeste”, principais focos editoriais deste site.

O pequeno Distrito Federal (DF), praticamente uma fazenda de grande, ou médio porte, dentro do território goiano, tem uma curiosidade, no campo da proteína do peixe, que chama a atenção e poderia estar atraindo investimentos na produção de pescados. Ele consome 60 mil toneladas de pescados por ano e produz apenas pouco mais de 2 mil toneladas. Proporcionalmente é a capital brasileira que mais consome pescado. Cerca de 76% dos peixes consumidos no território federal são fornecidos pelos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraná.

Em 2020, o DF produziu 2.060 toneladas; em 2021, 2.050 e, em 2022, 2.150, crescimento de 4,8% de um ano para o outro. No ranking nacional da produção é o 26º produtor nacional, a frente apenas do Amapá. Dados do Anuário PeixeBR da Piscicultura 2023, da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR)

A produção por espécies no DF, em 2022, é a seguinte: 1.850 toneladas de tilápia e 300 toneladas de outras espécies.

A cadeia produtiva de peixes de cultivo
no DF ainda carece de organização (Foto/reprodução: V8)

 

Cadeia produtiva em organização

Conforme o Anuário PeixeBR, o território que sedia a capital administrativa do país, passa por um momento de organização de profissionalização dos piscicultores. O objetivo centgral é aumentar a eficiên­cia e a competitividade da cadeia produtiva local.

- No topo da lista de prioridades para aumentar a oferta de peixes estão a profissionalização da atividade, a redução nos custos de produção e o aumento da eficiência. Esse tripé de sustentação tem relação direta com a organização dos pisciculto­res em torno de objetivos comuns, como capacitação para fazer gestão zootécnica e financeira, regularida­de no fornecimento, definição de preços competitivos e aproximação para compra coletiva de insumos – aponta o Anuário.

Este  processo vem sendo estimula­do por políticas públicas, principalmente pela Emater-DF, que desenvolve o Programa de Aquicultura, que oferece assistência técnica continuada e especializada aos piscicultores; e da implemen­tação das chamadas Unidades de Referência, propriedades que ser­vem de vitrine para tecnologias de produção como recirculação de água, tanques de ferrocimento, criação bifásica de tilápias, aquapo­nia e criação de tilápias em sistema de bioflocos.

*Com informações do Anuário PeixeBR da Piscicultura 2023.

 

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