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INFORMAÇÕES CONFUSAS - Criadores de peixes de Rondônia repudiam publicações de nota da FIOCRUZ não diferenciando peixes de cultivo com os peixes da pesca

INFORMAÇÕES CONFUSAS - Criadores de peixes de Rondônia repudiam publicações de nota da FIOCRUZ não diferenciando peixes de cultivo com os peixes da pesca

Data de Publicação: 1 de junho de 2023 15:56:00 A instituição, por meio do especialista em piscicultura, Eduardo Ono, informa a diferença entre peixes cultivados e peixes da pesca extrativistas. A confusão pode causar enormes prejuízos à cadeia produtiva dos peixes de cultivo #peixes de cultivo #peixes de pesca #peixes contaminados #peixes livres de mercúrio

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O peixe de cultivo recebe os mais altos
cuidados com a qualidade e sanidade (Foto: Acripar)

 

Redação

A Associação dos Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar), a propósito de informação divulgada, nesta semana, pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ),  que peixes de seis estados amazônicos estão contaminados por mercúrio de garimpos ilegais presta esclarecimentos. O principal é que peixes de pesca é uma coisa, os de cultivo é outra.

Conforme a Acripar  a criação de tambaqui em Rondônia (assim todos os outros peixes criados em toda a Amazônia)  é livre de qualquer contaminação com mercúrio, conforme explica o  engenheiro agrônomo e especialista em aquicultura, Eduardo Ono. Ainda segundo ele, reportagem recentemente publicada mostrou resultados de pesquisa que associa os peixes consumidos na região Norte ao metal que é prejudicial à saúde humana. Entretanto – diz ele -, o tambaqui criado nas propriedades rurais no estado recebe manejo profissional e alimentação saudável, e passa por rigoroso controle da qualidade da água.

Entidades como a Acripar e a Abratam (Associação Brasileira de Criadores de Tambaqui) repudiaram as publicações que não esclarecem que os peixes de cultivo - atualmente mais consumidos pela população no Brasil e no mundo - não apresentam tal risco de contaminação. Ono, que atualmente é consultor da Diretoria Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) junto à Comissão Nacional de Aquicultura, explica que o tambaqui, oriundo da piscicultura e, especificamente, de Rondônia não apresenta qualquer risco de contaminação com o mercúrio.

- O mercúrio pode ocorrer em peixes selvagens que consomem alimentos contaminados com o metal lançado no ambiente pela ação do homem ou mesmo por ocorrência natural, assunto já extensamente descrito pela ciência. O tambaqui produzido nas pisciculturas, alimentado com ração de alta qualidade não tem qualquer risco desse tipo de contaminação. Reportagens que usam imagens de peixes de cultivo, ou simplesmente não esclarecem à população que as amostras foram apenas de peixes selvagens, infelizmente criam insegurança no consumidor e induzem a população ao erro - explica Eduardo Ono.

O presidente da Acripar, Francisco Hidalgo Farina, que também preside a Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, saiu em defesa do tambaqui produzido em Rondônia e criticou a divulgação de pesquisas como essa, associando os peixes consumidos na região com algum tipo de contaminação.

- São inconsequente, para dizer o mínimo. Não há uma curadoria desse conteúdo e prejudica sim uma cadeia econômica de grande importância não só para Rondônia, mas para toda a Amazônia e para o nosso país - argumenta.

O tambaqui é atualmente o peixe nativo brasileiro mais cultivado no país e Rondônia é o estado que mais produz a espécie, com uma produção estimada em mais de 60 mil toneladas por ano - segundo dados do Anuário da Associação PeixeBR. O cultivo é feito em pisciculturas profissionais, onde há manejo rigoroso desde a fase de alevinos até a chegada aos consumidores. A alimentação é a base de ração balanceada com ingredientes de alta qualidade, controle de água, do crescimento, desenvolvimento e saúde dos peixes.

*Com informações da Acripar.

 

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