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BRASIL PISCICULTOR (II) – O exótico pangasius continua surpreendendo, principalmente no Nordeste e pode ser regularizado em todo o Brasil
Data de Publicação: 1 de março de 2024 19:49:00 É o que revela o Anuário PeixeBR 2024, que foi apresentado nesta quinta-feira, 29, com a presença do ministro André de Paula. O executivo ficou impressionado com os números apresentados, reforçou empenho para o desenvolvimento do setor e defendeu isenção do PIS/COFINS na ração do peixe
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Embora ainda entre preconceitos, o panga surpreende. Na foto, Martinho Colpani, o maior produtor de panga
do Brasil e que está verticalizando a produção da espécie (Foto: Piscicultura Águas Claras)
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Por Antônio Oliveira
A piscicultura brasileira é praticamente dividida entre o cultivo de tilápia, que é o seu carro-chefe em produção, consumo interno e exportação; os nativos, principalmente peixes amazônicos como tambaqui - este o segundo mais produzido no Brasil e com razoável pacote tecnológico -, e a categoria outros, que representa as carpas e trutas, cultivados sob o clima frio do Sul do país e o exótico pangasius, ou panga, peixe de origem vietnamita, ainda cercado de preconceitos da parte do consumidor e timidez dos piscicultores.
Conforme revela o Anuário PeixeBR 2024 da Piscicultura, lançado nesta quarta-feira, em São Paulo (clique aqui para ler a primeira matéria desta série), a produção desta categoria em 2023 manteve-se estável, com a produção de 44.470 toneladas, o que representa 5% da produção total de peixes de cultivo em 2023.
Para o presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), responsável pelo Anuário PeixeBR, Francisco Medeiros, o panga está se revelando como boa alternativa de cultivo, principalmente no Nordeste brasileiro, onde tem crescido muito, principalmente nos estados do Maranhão e Piauí. Medeiros lembra que está em conversação, junto ao IBAMA, a possibilidade de regularizar o cultivo desta espécie em todo o Brasil.
Conforme o Anuário PeixeBR 2024, o Rio Grande do Sul, lidera o cultivo de “outras espécies”, seguido por Santa Catarina, Maranhão, Piauí e São Paulo. Entre os cinco estados, dois apresentaram queda da produção de outras espécies (SC e MA), dois em alta (PI e SP) e um em estabilidade (RS).
Os dez mais
Bem detalhado, o Anuário da PeixeBR apresenta o ranking de produção dos estados. O Paraná, como já foi dito aqui, lidera a produção nacional, com a produção, em 2023, de 213.300 toneladas; São Paulo vem na segunda posição, com 82.400; Minas Gerais, na terceira, com 61.600 toneladas; a quarta colocação fica com Rondônia, que produziu 56.500.
Santa Catarina está na quinta posição com, com 56.100 toneladas; Maranhão, com 49.143, ocupa o sexto lugar; Mato Grosso, com 44.900, a sétima posição. A oitava posição fica com Mato Grosso do Sul, com 34.100 toneladas; Bahia, em nona, com 34.000 e Pernambuco, a décima posição, com 32.200 toneladas.
Produção nas regiões brasileiras
Veja no gráfico abaixo
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| Gráfico: Texto Comunicação Corporativa |
Conquistas, diz André de Paula
Entre as lideranças presentes na solenidade de lançamento do Anuário PeixeBR 2024, estava o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula. Ele se impressionou com os números que a PeixeBR vem apresentando nos últimos 7 anos. Na oportunidade, ele destacou a importância social e econômica da piscicultura brasileira e reforçou a importância que esse governo tem dado ao setor e lembrou de conquistas significativas, como a isonomia tributária da ração do pescado que representa 70% do custo unitário da produção. Se aprovada, a reforma tributária atende pedido histórico da aquicultura. O ministro acredita que até julho desse ano esses pedidos passem no Congresso e trará reflexos positivos em toda a cadeia.
André de Paula também falou sobre a parceria estratégica firmada entre o MPA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil). O objetivo central dessa união é impulsionar a presença internacional da cadeia produtiva da pesca e aquicultura brasileira.
Outra questão abordada pelo ministro foi a suspensão da importação da tilápia do Vietnã - até que seja revisto o protocolo sanitário - assinada pelo ministro Carlos Fávaro da pasta da Agricultura e Pecuária. Foi uma medida defendida pelo MPA e uma grande vitória para o setor pois garante tranquilidade para os produtores, uma vez que evita possíveis riscos sanitários.
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Ranking da produção de peixes em todos os estados (Gráfico: Texto Comunicação)
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Em sua fala o ministro enalteceu a parceria com o setor que no seu entendimento é fundamental nessa caminhada. Segundo ele, essa união é o elemento central no avanço para promover toda cadeia produtiva da piscicultura no Brasil.
Já o presidente da PeixeBR, Francisco Medeiros, destacou com o crescimento do consumo de pescado no Brasil é “notório”. Ele lamentou a falta de crédito do sistema financeiro; defendeu acesso facilitado ao crédito. Questão que, segundo ele, ainda é um grande gargalo para o setor.
O Brasil produziu 887.029 toneladas de peixes de cultivo em 2023, com crescimento de 3,1% sobre o resultado do ano anterior (860.355 toneladas), aponta levantamento exclusivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade que reúne, fomenta, defende e valoriza a cadeia produtiva.
Ainda conforme Francisco Medeiros, 2023 foi um ano de desafios: tiveram estados que foram mais prejudicados que outros devido às questões climáticas e também sanitárias.
- Mas, de forma geral, o resultado foi positivo. A piscicultura brasileira continua em crescimento, posicionando-se com cada vez mais relevância na vida dos brasileiros – disse para um auditório cheio e para mais de 100 pessoas, entre produtores e jornalistas on line.
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