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AGROTINS: Entre o pão e o circo, um desvio de foco
Data de Publicação: 7 de março de 2025 11:17:00 A Feira de Agrotecnologias do Tocantins precisa retornar ao seu propósito original e evitar o uso político de recursos públicos.
Por Antônio Oliveira
O povão gosta e retribui em votos, caracterizando situações do tipo “pão e circo” e “curral eleitoral”. Porém, os expositores e compradores de máquinas, implementos e serviços agrícolas não compartilham dessa visão. Isso deturpa o ambiente e aumenta os gastos de permanência na feira. Acrescente a esta situação os gastos públicos desnecessários em um estado em desenvolvimento, mas ainda com carências estruturais e sociais muito grande.
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A marca Agrotins, do Governo do Tocantins, deve ser preservada
em prol dos interesses dos agronegócios empresariais e f
amiliares, bem como da ciência e da tecnologia.
(Foto: Antônio Oliveira)
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Falo dos rumos que a Agrotins (Feira de Agrotecnologias do Tocantins), promovido há mais de vinte anos pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Tocantins e órgãos vinculados, tornando-se a maior feira do gênero na região Norte do Brasil e uma das mais importantes entre todas no panorama nacional.
O Governo de Mauro Carlesse (2018 a 2021) iniciou e o atual, Wanderley Barbosa dá continuidade, investindo ainda mais, na realização de megas shows da chamada linha musical sertaneja – que do homem e das coisas do campo não tem nada. Trata-se de estilos brega, romântica.
Como sabem que o expositor, o comprador e os operadores de bancos presentes não admitem este tipo de coisa, por ela não ter nada a ver com a feira voltada para as tecnologias do agronegócio, promovem os shows em áreas urbanas de fácil acesso de populares, como Praça dos Girassóis e Praça do Ginásio de Esporte de Taquaralto, mas usando a marca Agrotins.
O Governo está errado neste objetivo claramente eleitoreiro pois, entre outros motivos, usa um evento que deve ser um cartão de visita dos Agronegócios e da Agricultura Familiar do Tocantins. Quer votos, mostre apresente obras, serviços, esteja entre o povão, seja aceito por ele.
Caiamos na real: imagine feiras de agrotecnologias como a Tecnoshow (Goiás), Agrishow (São Paulo), Bahia Farm Show (Bahia), ExpoDiretor Cotrijal ( Rio Grande do Sul ), Show Rural Coopavel ( Paraná), ente outras, tendo suas marcas para interesses eleitoreiros? Seja profissional, Governo do Tocantins.
Mas, se tem muita grana para promover eventos paralelos e além das necessidades da sociedade tocantinense em Saúde, Educação, Segurança Pública e Infraestrutura, por que não aplica esses milhões de reais em pesquisa, cultura etc, como, por exemplo, no resgate da Feira Literária Internacional do Tocantins, criada há muitos anos e extinta no auge de sua consolidação no cenário literário nacional? E, ainda, entre muitas outras opções, na divulgação do potencial do Tocantins para a produção agropecuária em canais de mídia nacional?
A resposta é muito simples: O público de feiras literárias é “inimanipulável”.
Por fim, não sou contra a promoção de eventos populares com recursos públicos. Mas isto enquadrado dentro de oportunidades, transparência e razoabilidade.
AGROTINS
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