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OPINIÃO ][ Por um Governo ético e um Tocantins para todos

Data de Publicação: 4 de setembro de 2025 10:49:00 A instabilidade política no Tocantins se repete, afastando investidores e gerando insegurança, mas o governo interino promete romper com o ciclo de corrupção e desequilíbrio.

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Por Antônio Oliveira

O Tocantins viveu, nesta quarta-feira, 3 de setembro, mais uma edição de uma história que teve início por volta de 2006: a interrupção de mandatos de governador por afastamentos, cassações, prisões e até pedidos de impeachment, todos relacionados a investigações policiais que apuraram corrupção e outros crimes. Já foram seis chefes do Executivo tocantinense - afastamentos e cassações, umas clara e outras questionáveis, inclusive pela morosidade da Justiça. Ontem foi a vez do governador Wanderlei Barbosa, afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por, conforme a Polícia Federal, envolvimento em diversos esquemas de corrupção, principalmente no desvio de recursos públicos para interesses pessoais, familiares e de grupos.

Conforme a Constituição Federal, o vice-governador Laurez Moreira assumiu o cargo e comandará o Governo do Tocantins pelos próximos seis meses. Essa instabilidade política no estado tem gerado insegurança não apenas para a sociedade tocantinense em seus diferentes campos de atuação, mas também para grandes investidores que veem o Tocantins com um enorme potencial econômico, porém sem segurança e com uma plataforma político-partidária instável.

"O seu estado tem um potencial muito grande a ser explorado. Porém, não inspira segurança, dada a instabilidade de sua política." Essa é uma observação que este jornalista já ouviu diretamente de grandes empresários e executivos de empresas nacionais e multinacionais durante visitas profissionais a empresas do agronegócio no Sudeste do Brasil. Enquanto o MATOPIBA (região com potencial agrícola) é a área que mais recebe investimentos no Brasil, o Tocantins tem perdido investimentos para os outros estados que integram a região: Maranhão, Piauí e Bahia. São oportunidades perdidas de geração de empregos e renda.

 

Laurez Moreira e aliados durate coletiva de impresa em Palácio
(Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
 
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Ainda ontem, ao assumir o cargo, o governador interino Laurez Moreira disse assumir o Executivo de certa forma constrangido com a situação que se repete. Ele frisou à imprensa que o estado vem passando vergonha e perdendo investimentos por falta de estabilidade no contexto político. Eu mesmo, durante a coletiva no Palácio, o questionei: "Até quando o Tocantins continuará repetindo este triste capítulo da sua história?".

"Essa história termina aqui", respondeu ele. "Quero deixar um legado de boa gestão, do dinheiro público bem aplicado e deixar claro para todo o Brasil que o Tocantins não tem apenas potencial a ser explorado. Ele também oferece segurança para o investidor", completou.

 

No Tocantins, a instabilidade política é um ciclo que se repete, mas a sociedade anseia por um futuro de ética e desenvolvimento que, finalmente, atraia segurança e prosperidade.

É o que a sociedade tocantinense (sobretudo os mais humildes) e os empresários de diferentes lugares do Brasil esperam. A Justiça determinou um afastamento de seis meses para o governador Wanderlei Barbosa. Não se sabe se ele conseguirá, em outras instâncias, reverter sua situação e ser reconduzido ao cargo para o qual foi eleito. Também não se sabe se o prazo será prorrogado e Laurez continuará governando, concretizando seu desejo de longa data de se reeleger.

De uma coisa, a imprensa, a sociedade tocantinense e os empresários locais e nacionais podem ter certeza: qualquer que seja o tempo em que Laurez ficar no comando do governo e se reeleger, será um tempo de equilíbrio, seriedade, ética e pleno desenvolvimento. O governador interino, que é advogado e tem 68 anos, possui maturidade pessoal e política, equilíbrio e visão de Estado e do Tocantins. Sua carreira política começou como vereador, passando pelos parlamentos estadual e federal, foi prefeito de Gurupi por duas vezes (um dos cinco municípios mais importantes do Tocantins) e elegeu-se vice-governador do estado, perseguindo o ideal de um dia ser governador, de forma ética. Esse ideal foi reforçado com o rompimento com o titular, muitas vezes sob humilhação.

Laurez sabe que um cidadão eleito para representar o povo nos poderes municipal, estadual e federal tem o dever constitucional, e até de desprendimento pessoal, de legislar e governar para o povo, promovendo o desenvolvimento político, social e econômico de forma igualitária. Isso significa não acolher apenas os afilhados e partidários e menosprezar aqueles que não comungam com sua linha político-ideológica, como vem acontecendo no Tocantins. Ele deve servir ao Estado, e não servir-se dele, enriquecendo ilicitamente, transformando a vida pública em uma indústria de enriquecimento particular, retirando do social para aplicar no seu próprio ganho econômico.

Sei que Laurez não está sozinho na corrida para se efetivar como governador pelo voto popular. Há outros, também, com o mesmo ideal de servir ao estado. Que, também, tenham como um dos principais objetivos recolocar o governo nos trilhos da ética e do desenvolvimento político, social e econômico. É o que aqueles que há muito tempo vêm sendo perseguidos por governos sucessivos, perdendo a esperança no futuro, esperam – quem vive isto sabe o que é dormir e acordar angustiado, com medo do futuro, de uma puxada de tapete a qualquer momento. É o que a sociedade tocantinense aguarda de qualquer governador ou governadora que venha a ser eleito.

Que Laurez seja firme em seu propósito e tenha cuidado com os oportunistas e volúveis. Estes, na surdina, são corrosivos e deturpam o ambiente onde se instalam por conveniência.

Clique aqui para ler entrevista que este articulista fez com o vice-governador Laurez Moreira no iníco deste ano.

 

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