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MEIO AMBIENTE ][ Desmatamento ilegal no Piauí despenca 67,9% e atinge melhor índice em 4 anos

MEIO AMBIENTE ][ Desmatamento ilegal no Piauí despenca 67,9% e atinge melhor índice em 4 anos

Data de Publicação: 28 de outubro de 2025 16:11:00 Ação é resultado de política consistente, rigor na fiscalização e monitoramento por satélite; mais de 20 mil hectares foram preservados no 1º semestre.

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Da redação

O Piauí alcançou um marco histórico na sua agenda ambiental, registrando uma queda de 67,9% no desmatamento ilegal durante o primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024. O levantamento, realizado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) com base em dados de satélites (Landsat e Sentinel), aponta que o estado preservou mais de 20 mil hectares de área nativa.

Foto: Ascom Semarh
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Entre janeiro e junho de 2024, o desmatamento ilegal somou pouco mais de 29,6 mil hectares. Já em 2025, o índice despencou para menos de 9,6 mil hectares, o que representa o melhor desempenho do estado nos últimos quatro anos. A tendência de queda se manteve, inclusive, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025, com uma redução de 6,2%.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, atribui o resultado a uma política pública consistente, pautada no rigor da fiscalização e no uso de tecnologia para monitoramento permanente.

- Estamos trabalhando de forma criteriosa na análise de processos, autorizando apenas o que a lei permite. Além disso, intensificamos as operações de fiscalização em campo e via satélite. O resultado é claro: o Piauí está conseguindo reduzir de forma consistente o desmatamento ilegal e proteger ainda mais nossas áreas nativas -  destacou Feliphe.

O secretário reforça a responsabilidade ambiental do Piauí na preservação de grandes áreas da Mata Atlântica e seu papel estratégico na proteção do Cerrado.

Apesar do panorama positivo, a gerente do Centro de Geotecnologias Fundiária e Ambiental (CGEO) da Semarh, Aline Araújo, fez um alerta: os meses de setembro e outubro costumam registrar um aumento na pressão sobre a vegetação nativa devido ao preparo da terra para o plantio, o que eleva o número de queimadas. Por esse motivo, o estado proibiu o uso do fogo no período.

- Olhando o ano todo, a gente vai ter um resultado mais efetivo depois desse período - explica Aline.

Mesmo com o comportamento sazonal, a queda expressiva no desmatamento e o fortalecimento das ações de comando e controle consolidam o Piauí como referência na gestão ambiental do Nordeste.

 

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