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ALGODÃO SUSTENTÁVEL NA COP30 ][ Abrapa defende algodão e critica sintéticos por alta emissão de CO2

ALGODÃO SUSTENTÁVEL NA COP30 ][ Abrapa defende algodão e critica sintéticos por alta emissão de CO2

Data de Publicação: 12 de novembro de 2025 10:36:00 Estudo mostra que fibras sintéticas emitem 80% mais gases de efeito estufa que o algodão. Abrapa debate o consumo consciente e rastreabilidade na AgriZone.

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Da redação

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) está presente na COP30, em Belém, participando da AgriZone da Embrapa (no Pavilhão "AgroBrasil") com um painel neste dia 12 de novembro dedicado à fibra natural. O objetivo central da associação é alertar a comunidade global sobre o alto impacto ambiental das fibras sintéticas.

O ABR, criado em 2012, promove boas práticas
sociais, ambientais e econômicas (Foto: Abrapa)
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O consumo desses materiais, que superou o das fibras naturais na indústria têxtil, gera uma dívida ambiental significativa. De acordo com dados de 2024 da Textile Exchange, a fabricação de roupas sintéticas (derivadas de petróleo) resultou na emissão de 161 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Em comparação, as fibras naturais emitiram apenas 34 milhões de toneladas, representando 80% menos emissões.

Além das emissões, os tecidos plásticos são uma das principais fontes de poluição por microplásticos, respondendo por 35% de toda a poluição primária. O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, afirma que a transformação do setor exige ação conjunta entre consumidores, indústria e governos, e defende políticas públicas que incentivem a produção e o consumo sustentáveis.

Como destaque na programação, o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, apresentará o painel "O algodão como opção natural e competitiva na matriz têxtil", focando no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). O ABR, criado em 2012, promove boas práticas sociais, ambientais e econômicas, sendo auditado por 195 itens de conformidade. Com a certificação ABR e Better Cotton, 83% das fazendas brasileiras de algodão são certificadas. Isso posiciona o Brasil na liderança mundial em algodão certificado socioambientalmente, sendo responsável por mais de 48% da produção global certificada na safra 2023/2024.

 

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