Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência.
MARANHÃO NA COP 30 ][ Governo implanta 1ª universidade em território indígena, unindo ciência e saberes
Data de Publicação: 12 de novembro de 2025 15:09:00 Projeto pioneiro na Amazônia foi apresentado na COP30. O polo será no Território Arariboia, com foco em autossustentabilidade, bioeconomia e proteção da floresta.
Da redação
O Maranhão está implantando uma iniciativa educacional pioneira no Brasil e no mundo: a primeira universidade em território indígena. O projeto, coordenado pelo Instituto Tukàn com apoio do Governo do Estado, foi apresentado durante o primeiro dia de trabalhos da COP30, em Belém, sendo visto como uma ferramenta estratégica para a preservação da Amazônia.
O polo será construído no Território Indígena Arariboia, no município de Amarante do Maranhão. Sua elaboração, incluindo o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), está sendo realizada de forma
![]() |
|
Governador Carlos Brandão e a diretora geral do
Instituto Tukàn, Fabiana Guajajara, durante
apresentação na COP30 (Foto: Rodrigo Ribeiro)
_______________________________________________________________________________________________________
|
coletiva, com consultas e escutas diretas nas dez macro-regiões do estado, envolvendo lideranças, anciãos e jovens. A iniciativa visa integrar saberes ancestrais ao conhecimento científico em um formato inovador de educação superior.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, destacou que a universidade é uma proposta pioneira que oferece mais oportunidades de educação, ao mesmo tempo em que garante a preservação da cultura e tradições dos povos originários, servindo de inspiração global.
Fabiana Guajajara, diretora-geral do Instituto Tukàn, ressaltou que o novo modelo educacional é essencial para a região, que abrange mais de 413 mil hectares e envolve mais de 253 aldeias, com uma população indígena estimada em mais de 14 mil pessoas. O diagnóstico do projeto indica que 92% do território permanece intacto.
Fabiana Guajajara afirmou que a iniciativa busca a autossustentabilidade, abordando educação, bioeconomia e projetos científicos, e visa potencializar o trabalho dos guardiões da floresta e das viveiristas que há décadas atuam voluntariamente na proteção do território. O Maranhão possui 18 territórios indígenas e 12 povos, totalizando mais de 57 mil indígenas, e a universidade busca dar visibilidade a esse acervo de conhecimentos.
O Centro de Saberes Tentehar Tukàn, que atuará como associação civil, surge para responder às demandas específicas dessa população e representa um marco político e social, reafirmando o protagonismo indígena na construção de seu próprio futuro.
Universidade Indígena, Maranhão, COP30, Amazônia, Povos Originários, Sustentabilidade, Instituto Tukàn, Território Arariboia, Bioeconomia
SUSTENTABILIDADE ][ Fórum em Piracicaba debate transição para agricultura regenerativa
Evento híbrido reúne mais de 3,3 mil participantes e traz alertas sobre o avanço global de agrotóxicos e a necessidade de unir agronomia e ecologia. Saiba Mais +
MEIO AMBIENTE ][ Amazônia tem segunda menor taxa de desmatamento para maio desde 2016
Alertas do sistema Deter registram queda de 61% em relação ao ano passado; Greenpeace alerta para os riscos do retorno do El Niño em 2026. Saiba Mais +
GESTÃO HÍDRICA ][ Tocantins lança Plano de Segurança Hídrica do Rio Formoso
Documento estabelece rodízio e controle rigoroso nas captações de água para minimizar os impactos da estiagem prolongada na bacia hidrográfica. Saiba Mais +
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ][ TRF1 mantém embargos do Ibama contra fazendas no oeste baiano
Decisão acolhe argumentos da AGU de que norma estadual sobre transferência de Reserva Legal é incompatível com as regras do Código Florestal. Saiba Mais +Seja o primeiro a comentar!
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo
|
Nome
|
E-mail
|
|
Localização
|
|
|
Comentário
|
|





.png)
