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SANIDADE AQUÍCOLA ][ Vacinação combinada eleva sobrevivência da tilápia para 95%
Data de Publicação: 11 de março de 2026 15:25:00 Estratégia da MSD Saúde Animal contra Iridovírus e Streptococcus reduz o uso de antibióticos em 60% e garante maior uniformidade ao lote.
Resumo
A intensificação da produção de tilápia no Brasil trouxe desafios sanitários que podem causar mortalidade de até 80%. Dados da MSD Saúde Animal demonstram que a vacinação combinada aumenta a taxa de sobrevivência para 95,3%, promovendo rentabilidade, bem-estar animal e sustentabilidade.
Da redação
A tilápia consolidou-se como um pilar da aquicultura latino-americana, mas a alta densidade de cultivo e as variações térmicas têm facilitado a disseminação de patógenos devastadores, como o Iridovírus e a bactéria Streptococcus. Para enfrentar este cenário, a MSD Saúde Animal apresenta dados que comprovam a eficácia da imunização combinada: lotes vacinados contra ambos os agentes alcançaram 95,3% de sobrevivência, um salto expressivo frente aos 71,9% registrados em grupos protegidos apenas contra estreptococose. Além da redução na mortalidade, a estratégia garantiu melhor uniformidade no abate e uma queda superior a 60% no uso de antibióticos, facilitando o acesso a mercados de exportação.
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Vacinação mecanizada de tilápias (Foto: divulgação)
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Segundo Talita Morgenstern, coordenadora técnica da MSD, a interação entre vírus e bactérias é sinérgica e letal: o Iridovírus debilita o sistema imune do peixe, abrindo caminho para surtos bacterianos massivos. O Vírus Infeccioso do Baço e da Necrose Renal (ISKNV), por exemplo, pode dizimar mais de 70% de uma produção. A vacinação integrada quebra esse ciclo patológico, transformando o manejo sanitário de uma abordagem reativa com antimicrobianos para uma prevenção estratégica e sustentável, fortalecendo a imagem da aquicultura brasileira no exterior.
Para prover essa proteção, a MSD desenvolveu tecnologias de ponta como a AQUAVAC IridoV e a AQUAVAC Strep Sa-Si. Esta última oferece imunidade bivalente com proteção iniciada já no sétimo dia após a aplicação. Talita reforça que o produtor deve enxergar a vacinação não como custo, mas como um investimento em biossegurança. Ao integrar o controle viral e bacteriano a uma boa gestão da água, as fazendas reduzem desperdícios, melhoram a conversão alimentar e consolidam sua competitividade em um mercado global cada vez mais exigente.
Tilápia | MSD Saúde Animal | Vacinação | Iridovírus | Streptococcus | Aquicultura | Rentabilidade
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