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SAÚDE PÚBLICA ][ América Latina adota análise de risco para segurança alimentar

SAÚDE PÚBLICA ][ América Latina adota análise de risco para segurança alimentar

Data de Publicação: 17 de julho de 2026 15:45:00 Dez países desenvolvem 24 iniciativas em parceria com a FAO e a OPAS para conter contaminações que causam 44 milhões de adoecimentos por ano.

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Resumo

Dez países latino-americanos, incluindo o Brasil, iniciaram 24 projetos para fortalecer o controle sanitário de alimentos por meio da análise de risco. Apoiada pela FAO, OPAS e Universidade de Minnesota, a ação usa capacitação híbrida para embasar decisões regulatórias em dados científicos e reduzir mortes na região.

 

 

Cooperação foca na ciência dos alimentos
(Imagem meramente ilustrativa sugerida a META IA)
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Da redação

Dez países da América Latina deram um passo decisivo para blindar a qualidade dos alimentos consumidos na região. Por meio de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e a Universidade de Minnesota (UMN), os blocos técnicos nacionais estão desenvolvendo 24 iniciativas práticas voltadas à incorporação da análise de risco na formulação de políticas públicas e decisões regulatórias.

A urgência do projeto se apoia em dados alarmantes de saúde pública: segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 44 milhões de pessoas adoecem anualmente nas Américas devido ao consumo de alimentos contaminados por bactérias, vírus, substâncias químicas ou toxinas. Esse cenário provoca perto de 78 mil mortes por ano no Continente, gerando pesados custos sociais e econômicos.

Para reverter esse quadro, autoridades e técnicos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Paraguai, Peru e Uruguai reuniram-se nesta semana. O foco é desenhar medidas baseadas estritamente em evidências científicas e alinhadas às diretrizes do Codex Alimentarius.

- Este projeto demonstra como a cooperação regional e a ciência podem se transformar em ferramentas concretas - destacou Leopoldo del Barrio, Oficial de Melhor Nutrição da FAO para a América Latina e o Caribe.

- Estamos apoiando os países para que protejam a saúde das pessoas e facilitem um comércio mais seguro e transparente.

Da aprendizagem à prática nas fronteiras

O programa aposta em um modelo híbrido inovador, no qual as equipes nacionais resolvem estudos de caso baseados em suas próprias realidades e gargalos sanitários. Ao todo, os 24 estudos de caso estão divididos em seis frentes estratégicas: regulamentação nacional, criação de perfis de risco, inspeção em postos de fronteira e estabelecimentos, amostragem, avaliação e comunicação de riscos.

Na prática, isso significa preparar os fiscais e inspetores oficiais para agir onde o perigo é real. Fernando Sampedro, professor-pesquisador da Universidade de Minnesota, ressaltou que os manuais em desenvolvimento vão fortalecer as capacidades diretamente atreladas às demandas do campo e da indústria de cada país.

Como o maior ativo da região é o compartilhamento de inteligência, o encontro também marcou o lançamento da futura Comunidade Regional de Práticas sobre Inocuidade dos Alimentos. O mecanismo funcionará como um canal permanente de diálogo e intercâmbio de manuais e ferramentas. Com essa rede, as instituições reafirmam o compromisso de construir sistemas alimentares mais sólidos, resilientes e sustentáveis para toda a América Latina.

*Fonte: Comunicação da FAO.

 

Inocuidade Alimentar — FAO — OPAS — Análise de Risco — América Latina — Vigilância Sanitária — Cooperação Regional — Ciência dos Alimentos

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