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Embrapa Pesca e Aquicultura: A ciência que transforma o campo e gera desenvolvimento sustentável

Embrapa Pesca e Aquicultura: A ciência que transforma o campo e gera desenvolvimento sustentável

Data de Publicação: 24 de setembro de 2025 10:10:00 Membros do Comitê Assessor Externo se reúnem em Palmas e atestam que a pesquisa da unidade vai além dos laboratórios, atuando de forma estratégica e conectada com produtores, sociedade e os desafios do país.

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Por Antônio Oliveira 

Membros do Comitê Assessor Externo (CAE) da Embrapa Pesca e Aquicultura se reuniram em Palmas para uma série de visitas e reuniões estratégicas, atestando a excelência e a capacidade da unidade em articular a pesquisa científica com as demandas do setor produtivo e da sociedade, e reforçando a importância da ciência pública para o desenvolvimento sustentável do país. Ao final do encontro, eles redigiram o texto a seguir, que a Cerrado Rural Agronegócios e Piscishow & Avisuleite publicam em primeira mão.

Segue:

O Conselho reunido na sede da Embrapa Pesca e
Aquicultura, em Palmas(Foto: CAE/Divulgação )

“Entre os dias 16 e 18 de junho de 2025, nós, membros do Comitê Assessor Externo (CAE) da Embrapa Pesca e Aquicultura, estivemos reunidos em Palmas (TO) para uma agenda intensa de visitas técnicas, reuniões estratégicas e diálogos institucionais. A experiência, conduzida com extrema organização e acolhimento pela equipe do Centro Nacional de Pesquisa em Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas (Embrapa Pesca e Aquicultura), foi reveladora, não apenas sobre a excelência técnica da unidade, mas sobre sua capacidade de articulação com o setor produtivo, com a sociedade civil e com os desafios concretos do país.

O que vimos na Embrapa Pesca e Aquicultura foi uma ciência que não se limita às bancadas dos laboratórios. Ela está presente nas conversas com produtores, na estruturação de redes de inovação, no apoio a políticas públicas e na construção de soluções pensadas para as realidades do território. Trata-se de uma ciência viva, comprometida com o desenvolvimento sustentável e ancorada na escuta qualificada de diferentes atores sociais e institucionais.

Durante os três dias, percorremos laboratórios, campos experimentais e propriedades parceiras que simbolizam o impacto do trabalho da Embrapa em escala regional e nacional. A visita aos Laboratórios da Pesca e Aquicultura impressionou pela organização, pela eficiência dos processos e pelo profissionalismo da equipe. O zelo com os espaços e a clareza dos objetivos de pesquisa demonstram uma cultura institucional sólida, comprometida com a excelência técnica e com o bem público.

Visita a Piscicultura São Paulo, em Brejinho
no centro-sul do Tocantins (Foto: CAE/Divulgação)

No Campo Experimental de Aquicultura, tivemos contato com ensaios aplicados ao melhoramento da produção aquícola, com foco em sustentabilidade e inovação. No Campo Experimental de Sistemas Agrícolas, observamos iniciativas que integram diferentes cadeias produtivas, reforçando a vocação do centro para soluções sistêmicas, adaptadas às condições reais de produção.

Um ponto alto da programação foram as visitas às propriedades parceiras como a  Piscicultura Tilatins, Fazenda São Paulo e Fazenda Invernadinha. Nas visitas, ficou evidente que o conhecimento gerado dentro da Embrapa chega ao campo e se traduz em resultados concretos: inovação compartilhada, confiança mútua, impactos econômicos positivos e sustentabilidade adaptativa. A atuação conjunta com produtores reforça a vocação da unidade como articuladora de redes e indutora de soluções aplicáveis ao mundo real.

As reuniões do CAE também foram ricas em reflexões estratégicas. Identificamos, por exemplo, a necessidade de fortalecer as parcerias institucionais na área da aquicultura, ampliar a atuação em rede com instituições públicas de assistência técnica e extensão rural (ATER), e intensificar a comunicação institucional com o apoio de entidades como a CNA. Essas diretrizes surgem de uma compreensão coletiva: os desafios da pesca e da aquicultura no Brasil exigem respostas integradas, multissetoriais e articuladas com os diversos atores do setor.

Danielle de Bem Luíz, chefe-geral da Embrapa Pesca e
Aquicultura em exposição para o CAE (Foto: CAE/Divulgação)

A Embrapa Pesca e Aquicultura ocupa um lugar singular na paisagem institucional brasileira: ela conecta pesquisa científica, políticas públicas e setor produtivo. É referência técnica para a sociedade civil organizada, para universidades e para governos que buscam soluções para os grandes desafios da aquicultura e pesca no Brasil e dos sistemas agrícolas integrados na área de fronteira agrícola nos cerrados de baixa altitude. Por isso, reforçamos a importância de que sua agenda esteja sintonizada não apenas com as demandas locais, mas com os anseios nacionais de um setor em expansão, que precisa ser sustentável, inclusivo e competitivo.

Nesse sentido, o papel do CAE se mostra ainda mais estratégico. Nosso papel é contribuir com visões complementares, apontar caminhos e fortalecer o diálogo entre a ciência e a sociedade. E foi com esse espírito que cada membro se envolveu de forma genuína e colaborativa durante a programação, compartilhando experiências, ideias e sugestões que certamente enriquecerão a trajetória da Unidade nos próximos anos.

O que levamos dessa missão não é apenas a certeza de que a Embrapa Pesca e Aquicultura é um ativo valioso para o país, mas a convicção de que a ciência pública, quando exercida com escuta, propósito e coragem, tem o poder de transformar realidades. Ela forma quadros qualificados, gera soluções práticas, estrutura redes de confiança e, acima de tudo, constrói pontes sólidas entre o conhecimento e o desenvolvimento.

Visita a projeto de piscicultura no Lago da UHE
Luís Eduardo Magalães (Foto: Cae/Divulgação)

Diante de um cenário global marcado por mudanças climáticas, disputas geopolíticas e exigências crescentes sobre a produção de alimentos, o Brasil precisa de instituições como a Embrapa fortes, bem equipadas e estrategicamente posicionadas. É urgente que se garanta condições institucionais para que centros como a Embrapa Pesca e Aquicultura ampliem seu protagonismo, sua capacidade de resposta e sua inserção nas agendas nacionais de inovação, sustentabilidade e inclusão produtiva.

Seguimos, como membros do CAE, comprometidos com esse propósito. Porque acreditamos que a pesquisa pública não é um fim em si mesma. Ela é um instrumento de transformação social. E o que vimos em Palmas nos dá esperança de que estamos no caminho certo: ciência com escuta ativa, com dedicação humana e com impacto real.

É assim que se constrói um Brasil mais justo, produtivo e sustentável.”

Assinam:

?  Francisco Hidalgo Farina: Presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA.

?  Marilsa Patrício Fernandes: Secretária Executiva da Peixe SP - Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da união.

?  Maurício Antônio Lopes: Pesquisador da Embrapa Agroenergia.

?  Paulo Faria: Professor da UFRN e Assessor do Ministério da Pesca e Aquicultura para Participação Social e Diversidade

 

 

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