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Francal Feiras, uma história de idealismo e empreendedorismo responsável
Data de Publicação: 29 de outubro de 2022 19:28:00 “É uma pequena porção do Brasil que funciona longe das picuinhas políticas e indiferente às crises sociais, políticas e econômicas que passa a humanidade nas últimas décadas” #francal feiras #francal #pioneirismo
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(Foto: Antônio Oliveira)
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Por Antônio Oliveira
Imagina, você que trabalha na promoção de eventos, ter que alugar um hotel para fazer uma feira de negócios e congresso. De dia, os apartamentos se transformam em estandes e as camas gôndolas de exposição de produtos; de noite, tiram-se tudo da cama para os expositores dormirem e assim até o final da feira – sem contar com uma fumaça subindo do térreo acima, colocando expositores e visitantes em pânico. E não é um hotel pequeno. Trata-se do Hilton, com seus 400 apartamentos e que, no início da década de 1980, era um dos maiores e mais sofisticados hotéis da capital paulista.
Isto é apenas um pequeno capítulo de uma bela história de pioneirismo, empreendedorismo, parceria público-privado, maturidade, da vocação e do desenvolvimento social e econômico de uma sociedade interiorana, que culminou numa das maiores empresas de promoção de eventos do Brasil: a Francal Feiras.
Após concluir minha função de moderador de um painel sobre peixes nativos, durante a Seafood Show Latin América (17 a 19/10/2022), promovido por esta empresa, em parceria com as plataformas de comunicação (impresso e web), Seafood Brasil, eu ganhei das duas instituições o livro-documentário “Francal Feiras – 50 ANOS GERANDO E PROMOVENDO NEGÓCIOS” e uma mini garrafa térmica, muita linda e funcional. Esta, eu a dei para a senhorita minha neta, Ana Clara – carinho transferido -, e, aquele, após ler todo o seu apaixonante conteúdo, durante o voo de São Paulo à Palmas, o acrescentei ao acervo literário da minha empresa.
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| (Foto: Antônio Oliveira) |
O documento impresso é a história do ideal de homens de visão – da administração pública e da iniciativa privada (não contaminadas pelo jogo dos interesses políticos mesquinhos) -, que culminaram na consolidação de Franca, no interior de São Paulo, como um dos maiores polos calçadistas da América Latina e, em função dele, o surgimento e consolidação da Francal (Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios), evento que teve a sua primeira edição em 1969, na base do improviso, em termos de estrutura física.
O evento era uma parceria da Prefeitura de Franca com empresários locais. A cada edição, crescia plenamente até se tornar maior que a cidade que a abrigava e a co-promovia, tendo que buscar outra alternativa estrutural. Foi aí que esta feira se ancorou na cidade de São Paulo, tendo o Hilton como seu primeiro espaço e permanece até hoje, ocupando grandes estruturas de eventos da capital paulista. E se tornou empresa com capital 100% nacional e privado. E Franca mostrando tão grande é a importância do investimento em arranjos produtivos locais – detectar uma vocação econômica e investir nela.
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| (Foto: Antônio Oliveira) |
O livro conta ainda história das feiras desde tempos mais remotos da humanidade, passando pela Revolução Industrial até os tempos de hoje e termina frisando o profissionalismo da Francal Feiras, que hoje promove mais 12 feiras anuais, incluindo a mais nova, a Seafood Show; monta e administra feiras no exterior e suas políticas de responsabilidade social e ambiental (de encher os olhos e o coração de beleza moral e espiritual. Desde bem antes do modismo atual, a empresa já praticava o ESG (compromisso social, ambiental e de governança) – o que percebi durante a Seafood Show.
É uma pequena porção do Brasil que funciona longe das picuinhas políticas e indiferente às crises sociais, políticas e econômicas que passa a humanidade nas últimas décadas.
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