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IFC 2022 – Primeiro dia debate as condições estratégicas do Brasil para a produção de pescados

IFC 2022 – Primeiro dia debate as condições estratégicas do Brasil para a produção de pescados

Data de Publicação: 31 de agosto de 2022 15:39:00 Painel de início teve a participação de Audun Lem, vice-diretor da Divisão de Políticas e Recursos do Departamento de Pescas e Aquicultura da FAO #aberturaifc #ifc2020, #pescados

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Aproximadamente 800 pessoas assistiram os primeiros paineis (Foto: Ascom/IFC)

 

Redação

O IV Internacional Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC 2022) iniciou seus trabalhos desta edição a partir das 09h00 da manhã desta quarta-feira, 31, em Foz do Iguaçu (PR), com as mensagens de boas vindas do presidente do evento, ex-ministro Altemir Gregolin e da secretária-executiva, Eliana Panty. Para Gregolin, o IFC deste ano está na dimensão do crescimento da pesca e aquicultura brasileiras.

Em seguida, houve o painel “Panorama atual e perspectivas para  aquicultura e pesca”, cujos protagonistas foram Altemir Gregolin  e Audun Lem, Vice-diretor da Divisão de Políticas e Recursos do Departamento de Pescas e Aquicultura da  FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), que falou diretamente de Roma, via internet. Ambos colocaram  que “o mundo precisa do Brasil e o Brasil tem condições de responder a esta demanda positivamente  de forma sustentável”. Gregolin colocou ainda que de 1961 para 2020 o consumo  médio da população mundial foi, em média, de 3%, enquanto o crescimento médio da população foi de 1,6%. Conforme o presidente do IFC,  o Brasil é um mercado gigante e é um dos sete países com  população  acima de 200 milhões de habitantes e tem muito potencial, “precisa é fazer o dever de casa, inclusive da parte do governo, como segurança jurídica, política tributária mais justa, crédito, ciência e tecnologias”

Gregolin e Panty abrem o evento com mensagem de boas vindas. (Foto: Ascom/IFC)

 

O segundo painel  teve como tema “Exportações de pescado e perspectivas para o Brasil no mercado internacional” e teve como mediador  Altemir Gregolin;  Manoel Xavier Pedroza Filho, pesquisador em Economia Aquícola na Embrapa Pesca e Aquicultura;  Eduardo Lobo, sócio da empresa Prime Seafood e Presidente da Associação Brasileira da Indústria da Pesca (Abipesca);  Valdemir Paulino dos Santos, superintendente comercial e marketing da COPACOL e presidente do Conselho de Administração da Peixe BR.

Potencial e gargalos

No âmbito do contexto exposto nestes dois painéis, Eduardo Lobo e o empresário Nicolas Landolt, CEO da Tilabras, criadora e processadora de Tilápia, falou com este site.

Para Eduardo Lobo,  “o Brasil tem todas as condições, potencial aquicola, potencial de suas águas, clima, terra, gente trabalhadora, técnicos etc. para atender a demanda do país e do mundo. Mas é preciso que vença gargalos – disse.

- Os principais gargalos e desafios são o desbravamento de mercado e o planejamento aquicola. A gente não pode colocar na água qualquer quantidade de peixes do jeito que vier na cabeça. A gente tem que sentar,  governo, o produtor, as indústrias e as entidades e dizer quanto a gente vai produzir, de que espécie,  aonde e pra onde a gente vai vender – explicou.

Ainda de acordo com o executivo, tudo passa dentro da indústria de processamento de pescados.

- Diferente da agricultura, que um pequeno produtor de café ou de grãos pode exportar, já tem toda uma estrutura. O peixe não vai sair voando ou nadando para chegar à mesa do consumidor, seja no Brasil, seja no mundo. É preciso que a indústria de processamento de pescado esteja antenada e acoplada a produção. É ela quem cria o produto, é ela quem desbrava o mercado. E eu vejo como principal gargalo um posicionamento internacional para que a gente  escoe no mínimo 10% da nossa produção – explicou.

Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (Foto: Ascom/IFC)

Eduardo Lobo diz ainda que o produtor, processado  não pode sufocar o mercado interno com uma quantidade gigantesca do produto sem que isto signifique achatamento de preços, a um ponto que não remunere o produtor.

- Então,  é preciso ter cuidado com a questão da cadeia produtiva. A gente tem que produzir muito mais com muita tecnologia, desobstruindo todos os gargalos logísticos e tributários. Mas a gente precisa saber para onde  vai vender o produto. Acho que o Brasil está amadurecendo, a aquicultura  é muito mais evoluída hoje do que foi no passado e gente tem um futuro brilhante pela frente – concluiu.

O jovem empresário Nicolas Landolt corrobora a sua opinião com a do Eduardo Lobo.

- Nós temos um grande potencial. Hoje nós somos o 4º produtor mundial de tilápia , mas a gente está crescendo, principalmente por meio dascooperativas,  e tomando uma posição cada vez mais importante.

Ainda conforme ele, o aquicultor e a indústria  precisam  diferenciar um pouco para atender o mercado da melhor maneira possível e mostrar que o pescado brasileiro tem uma qualidade superior as de outros países produtores e investir em tecnologias,  automação, mecanização, genética, ração para poder fazer.

- Nós temos muito para nos tornarmos um grande produtor mundial – pontuou.

A programação teve prosseguimento com o painel “Indicadores de preços da tilápia/Cepea, que teve como mediador o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, e como expositora Juliana Ferraz

Nicolas Randolf, empresário (Foto: Ascom/IFC)

10:20– Indicadores de Preços da Tilápia – Gestora de área das cadeias de suínos, frango, ovos e tilápia no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da ESALQ/USP.

“Produção de Tilápia - Desafios e ações para elevar a competitividade e ampliar a participação no mercadointerno e externo”, foi o painel seguinte e teve como mediador Altemir Gregolin e como expositores NícolasLandolt – CEO da  Tilabras Aquacultura;

Ramon Amaral, CEO do Grupo Amaral;  Juliano Kubitza, gerente geral d aFider Pescados .

A programação desta manhã de quarta-feira se encerrou com a palestra “Produção de camarão – O Equador como umcase de sucesso  em produção e exportações. Quais ações do setor público e privado explicam os resultados conquistados?”, com mediação de Mauricio Pessoa – Diretor de Aquicultura da SAP/MAPA, e  Yahira Piedrahita, diretora executiva da Câmara Nacional de Aquicultura do Equador.

 

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