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MERCADO – Tilápias da Fider Pescado chegam aos Estados Unidos 24 horas após seu processamento

MERCADO – Tilápias da Fider Pescado chegam aos Estados Unidos 24 horas após seu processamento

Data de Publicação: 30 de junho de 2022 21:16:00 Atualmente, a Fider produz cerca de 10 mil t de tilápia/ano. Cerca de 10% desse total é exportado para sete países – além dos Estados Unidos, Canadá, Taiwan, Venezuela, Bangladesh, Sri Lanka e Indonésia –, na forma de filé fresco e congelado, escamas e pele

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Cerca de 10% da tilápia processada pela Fider é exportada (Foto: Fider)

*Redação

Os Estados Unidos recebem tilápias um dia após estas serem processadas pela Fider, empresa verticalizada de pescados, localizada em Rifaina, no interior de São Paulo.

Para Juliano Kubitza, gerente responsável pela empresa,  essa carne de tilápia diferenciada sai da Fider diretamente para a mesa de milhares de norte-americanos em apenas 24 horas. A Fider é um dos maiores projetos de produção de tilápia do Brasil

- Além de grande, o mercado dos EUA é extremamente exigente. Ou seja, só estamos lá porque nossa tilápia é de alta qualidade. Além disso, há a agilidade logística, com diferentes rotas aéreas de São Paulo para aquele país. Esta é uma vantagem que nossos concorrentes asiáticos, como a China, não têm devido à distância, apesar de ter preço mais competitivo que o nosso - explica.

Atualmente, a Fider produz cerca de 10 mil toneladas de tilápia por ano. Cerca de 10% desse total é exportado para sete países – além dos Estados Unidos, Canadá, Taiwan, Venezuela, Bangladesh, Sri Lanka e Indonésia –,  na forma de filé fresco e congelado, escamas e pele.

- A tilápia brasileira é de alto padrão, trabalhamos com boas práticas e somos reconhecidos por essa qualidade pelos importadores. Porém, enfrentamos pesados custos de produção e logística, que têm dificultado a conquista de novos mercados internacionais - explica Kubitza.

Kubitza destaca que o Brasil poderia concorrer em igualdade com Colômbia e Costa Rica, outros importantes fornecedores do mercado norte-americano.

- Porém, nós pagamos mais que o dobro do frete por quilo. O explosivo aumento dos fretes foi provocado pela instabilidade econômica causada pela pandemia. Além disso, a guerra entre Rússia e Ucrânia elevou consideravelmente os preços das commodities e do petróleo, pressionando ainda mais os custos de produção - comenta.

Porém, destaca Kubitza, esses problemas não explicam porque a tilápia da China, mesmo pagando taxa de 25%, entra no mercado norte-americano mais barata que a nossa.

- Os EUA representam um mercado fantástico. Se tivéssemos custo adequado, poderíamos conquistar percentual maior, principalmente de filé fresco, contribuindo para fortalecer ainda mais a piscicultura brasileira, que já é a quarta maior em tilápia no mundo.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), em 2021 o país exportou 8,5 mil toneladas de tilápia, com receita de US$ 18,2 milhões. Além dos custos de produção elevados e de logística, outro obstáculo ao aumento dos embarques é a suspensão, desde 2018, da entrada do peixe de cultivo do Brasil na União Europeia, devido a problemas com a pesca extrativa.

Atualmente, a Fider produz cerca de 10 mil toneladas de tilápia por ano (Foto: Fider)

Em 13 anos de atuação, a Fider Pescados investiu mais de R$ 200 milhões no seu complexo de produção e processando, incluindo a fábrica de farinhas e óleos. No total, a empresa gera 550 empregos diretos e mais de 2.500 indiretos em Rifaina e nas cidades vizinhas.

De acordo com o presidente da PeixeBR, Francisco Medeiros, nos últimos 5 meses do ano de 2022 as exportações brasileiras de tilápia têm quebrado recordes quando comparado ao ano de 2021.

- Este incremento das exportações se dá por vários fatores. O primeiro dele é o câmbio, ou seja, o dólar valendo  5 reais ou mais proporciona oportunidade de negócio, principalmente para produtos que antes não exportávamos em grande volume como tilápia congelada, filé congelado e sub-produtos como farinha e óleo. Outro fator importante é que as empresas estão mais estruturada  na produção e principalmente na indústria, como é o caso da Fider, que fez investimento significativos na planta de processamento de tilápia e principalmente na indústria de farinha e óleo. Colhe agora os frutos deste trabalho – diz Medeiros.

Ainda de acordo com ele, qualidade e competitividade são as principais definições desta e demais empresas que neste momento fazem investimento para exportar mais.

*Com informações da Ascom da Fider

 

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