Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência.
OPINIÃO - Bom sinal: pesca e aquicultura têm equipe própria na transição de governos. Pena que a PeixeBR tenha ficado de fora. Espera-se que apenas nesta fase
Data de Publicação: 19 de novembro de 2022 19:23:00 Dos governos de Dilma Roussef e de Michel Temer para a do presidente Bolsonaro, a Sap melhorou muito na gestão do Jorge Self. Consertou erros, dinamizou sua estrutura, deu mais visibilidade à secretaria, não obstante ainda a falta de estrutura e de recursos. Mas a secretaria em si , cometeu erros e injustiça gravíssimos #pesca e aquicultura #equipe de transição #equipe de governo
Por Antônio Oliveira
Bom sinal para a pesca e aquicultura foi dado nesta semana pela equipe de transição do Governo de Bolsonaro para o Governo de Lula. Bom sinal porque os dois setores, nesta fase de montagem de políticas de governo – quiçá de Estado -, têm uma equipe própria e não inclusa – de segundo plano -, na área da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Não se sabe se isto significa a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura, ou fortalecimento da secretaria respectiva dentro do Mapa, a Sap. Fortalecimento é a secretaria, dado a importância social e econômica do setor de pescados no Brasil, ter estrutura, representações nos estados e orçamento condizente com a realidade dos dois setores. Para este editor, tanto faz. O que defendo é respeito aos dois setores.
A bem da verdade, dos governos Dilma Roussef e de Michel Temer para a do presidente Bolsonaro, a Sap melhorou muito na gestão do Jorge Self. Consertou erros, dinamizou sua estrutura, deu mais visibilidade à secretaria, não obstante ainda a falta de estrutura e de recursos. O Seif foi um herói. Mas – a secretaria em si -, cometeu erros e injustiça gravíssimos. Explicando melhor: os governos petistas concederam áreas não-onerosas em lagos de usinas hidroelétricas para pequenos produtores – piscicultura familiar. Um acerto. Porém, não deram condições para que esses pequenos piscicultores montassem sua estrutura de produção. Condições que eu digo é financiamento de estrutura e custeio da produção. Veio o Governo Bolsonaro e colocaram 100% desse pessoal na categoria de especuladores ou de quem não quer nada com a piscicultura. Assim, cedeu as áreas para médios e grandes produtores. Um erro, não pela troca de categorias econômicas, mas por não ter feito a devida separação entre os que não têm aptidão para este tipo de produção e os que esperavam especular dos que queriam produzir mas não tiveram condições para isto. Não sei se dá mais para corrigir esta injustiça e erro de estratégia. Os pequenos, a exemplo da piscicultura no Paraná, São Paulo e Mato Grosso são fundamentais para a grande indústria de processamento de pescados.
Bom, dito isto, vamos aos nomes da equipe de transição nesta área que ora escrevo:
Altemir Gregolin, ex-ministro da Pesca; Antônia do Socorro Pena da Gama, professora da Ufopa, em Santarém, e doutora em Educação; Ederson Pinto da Silva, ex-diretor-geral do Departamento de Pesca, Aquicultura, Quilombolas e Unidades Indígenas da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Rio Grande do Sul; Flávia Lucena Frédou, professora titular da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Joao Felipe Nogueira Matias, engenheiro de pesca, doutor em biotecnologia dos recursos pesqueiros e ex-secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura do Ministério da Aquicultura e Pesca; Carlos Alberto da Silva Leão, ex-superintendente de Pesca e Aquicultura da Pará; Carlos Alberto Pinto dos Santos, secretário-executivo da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Costeiros e Marinhos e Cristiano Wellington Norberto Ramalho, professor de sociologia da Universidade Federal de Pernambuco e especialista em pesca e aquicultura.
Nomes de peso, principalmente o de Altemir Gregolin, ex-ministro da Pesca e Aquicultura, um dos nomes que mais conhecem a realidade destes dois setores no Brasil.
![]() |
|
CCBB, sede do governo de transição (Foto: Divulgação)
|
Só lamento que não tenha nesta equipe nenhum entre os grandes nomes que compõem a diretoria da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR) dando sua contribuição. A entidade, a começar por seu presidente-executivo, Francisco Medeiros, tem um elenco muito grande cabeças pensantes da piscicultura brasileira. Porém, infelizmente, já no final da campanha eleitoral de eleição do novo presidente da República, a exemplo de associações do agro, como Aprosoja, CNA, entre tantas colocaram na instituição a preferência apaixonada de cada um de seus membros, fechando questão com o Bolsonarismo. Uma coisa é a opção partidária de cada membro; outra é a neutralidade das instituições representativas. A PeixeBr caiu nesta e, como as outras, caiu numa falta de visão de Política e de Estado muito grande. Viram em Bolsonaro, de forme caolha, a figura de um grande estadista, o paladino da moral e do desenvolvimento.
Mas espero que, mesmo assim, a PeixeBR, nem por isto, seja reduzida de sua enorme estatura técnica e subestimada por esta equipe de transição e da nova Sap; do recriado Ministério da Pesca e Aquicultura e do novo governo como um todo. Isto seria Lula baixar ao nível do amadorismo e do rancor que sempre caracterizam este governo que está próximo do fim.
E que triste fim!
OPINIÃO ][ Prodecer III completa 30 anos como divisor de águas no Tocantins
Com investimento de US$ 850 milhões, programa transformou a região de Pedro Afonso em polo agroindustrial e referência de desenvolvimento no Cerrado. Saiba Mais +
ARTIGO DE OPINIÃO ][ Feiras de agro do MATOPIBA: Sucessos e gargalos de gestão em 2026
Feiras do Cerrado reafirmam a força do setor, mas acendem alerta para falhas de comunicação, centralização e urgência de privatizações. Saiba Mais +
ARTIGO DE OPINIÃO ][ A resiliência da Bahia Farm Show diante das crises do agro
Sem se deixar levar pelo pessimismo ou pela polarização política, organização do evento mantém foco na inovação e na união do setor produtivo. Saiba Mais +
ENSAIO ][ Bastidores da piscicultura: o mistério do tambaqui livre de espinhas Y
Entre o rigor técnico da Embrapa e o otimismo dos criadores, bastidores do setor indicam que a sonhada linhagem livre de espinhas Y está próxima. Saiba Mais +Seja o primeiro a comentar!
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Envie seu comentário preenchendo os campos abaixo
|
Nome
|
E-mail
|
|
Localização
|
|
|
Comentário
|
|





.png)
