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Região agrícola do MATOPIBA – Capital: Palmas ou Luís Eduardo Magalhães?
Data de Publicação: 13 de janeiro de 2023 19:18:00 “Mas, sob ótica do ranking da produção agrícola da região e do PIB, a capital do MATOPIBA deveria ser, sim, Luís Eduardo Magalhães e, para isto precisa apenas de resolver seu problema de transporte aéreo. Rede hoteleira ela tem e boa” #matopiba #capital do matopiba #luis Eduardo Magalhães
Por Antônio Oliveira
Dias destes eu estive conversando com o norte-americano radicado no Brasil, David John Weihs, executivo da Carrol Family Farms, em Luís Eduardo Magalhães, no Cerrado da Bahia. O grupo atua na agricultura nos Estados Unidos há 80 anos e está no Brasil desde 2002. No oeste da Bahia atua no desenvolvimento de um projeto de suinocultura – cria e melhoramento genético -; no ramo imobiliário rural, entre outras atividades ligadas aos agronegócios. Recentemente, naquela cidade do oeste baiano, inaugurou sede própria, um dos mais modernos e maiores projetos arquitetônicos de sede de empresa do Norte e Nordeste do Brasil. Coisa chic e de bom gosto.
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Vista parcial do centro de Luís Eduardo Magalhães, uma das cidades agrícolas
que mais crescem no Brasil (Foto: Divulgação)
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David tem uma ampla visão do agronegócio brasileiro, sobretudo do oeste da Bahia. E esta visão dá a ele uma perspectiva muito boa do agro em geral, ressalvando, conforme ele, alguns gargalos de ordem pública que precisam ser sanadas para o pleno desenvolvimento do setor.
A certa altura da conversa, ele me disse uma coisa que eu não havia pensado ainda e, depois de ampla análise, dou-lhe razão. Descrevendo a região do MATOPIBA, ele me disse que a capital desta região agrícola não tem que ser a cidade de Palmas, no Tocantins. Não porque ele quer que seja assim, ou tenha restrição à esta cidade. É por causa do todo dos agronegócios na região.
Seus - a agora meus também -, argumentos para considerar Luís Eduardo Magalhães como capital do MATOPIBA: quando a região foi oficializada pelo Governo Federal, por meio da criada e pouco tempo depois extinta Agência de Desenvolvimento do MATOPIBA, em 2015, houve uma disputa entre polos agrícolas para sediar esse órgão federal: Palmas (TO), Barreiras e Luís Eduardo (BA), Uruçuí (PI) e Balsas (MA). Diante dessa disputa e para evitar que ela gerasse problemas políticos, o Governo Federal optou por Brasília como sede.
Extinta a Agência, a região ficou, porque ela é uma realidade desde antes sua institucionalização. Aliás, eu, por meio da revista Cerrado Rural Agronegócios, que fundei em 2003, já batia na necessidade de unir o oeste da Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí e o Tocantins, que têm praticamente as mesmas condições edafoclimáticas e os mesmos problemas e, assim, a denominei a região de BAMAPITO.
Palmas, por sua estrutura aeroportuária, localização centralizada, representações do Governo Federal e sua ampla e ótima rede hoteleira ficou formalmente como capital dessa região. Mas Palmas não têm vocação agropecuária. Sim turística, comércio, educação, saúde e serviços.
Mas, sob ótica do ranking da produção agrícola da região e do PIB, o status de capital do MATOPIBA deveria ser, sim, Luís Eduardo Magalhães e, para isto precisa apenas de resolver seu problema de transporte aéreo. Rede hoteleira ela tem e boa.
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Vista aérea parcial da Bahia Farm Show, uma das maiores do Brasil
(Foto: Ascom/Aiba)
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Proporcionalmente, Luís Eduardo Magalhães, tem os maiores PIBs e Renda Per Capta entre todos estes polos agrícolas e, inclusive entre Tocantins e os demais polos agrícolas do MATOPIBA. Tem produção agrícola maior que os outros municípios-polos; as maiores companhias nacionais e multinacionais de insumos, maquinas e implementos agrícolas; três das maiores associações de agro em toda a região: a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a Associação dos Produtores de Sementes do Estados do MATOPIBA (Aprosem), um parque agroindustrial em crescimento, a maior feira de tecnologias agrícolas do Norte e Nordeste e uma das maiores do Brasil, a Bahia Farm Show.
E, mais: um ritmo de crescimento econômico e urbano muito grande. É uma questão lógica.
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