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SEAFOOD SHOW – “A produção, comércio e perspectivas: espécies nativas e itens especiais” - painel sob a ótica dos maiores produtores
Data de Publicação: 14 de outubro de 2022 09:48:00 Enquanto as pesquisas tentam aproximar esses peixes nativos do pacote tecnológico da tilápia eles, de forma gradativa, vêm mantendo e ganhando mais mercado, pois há espaço para eles nas mesas de consumidores, em casa ou nos bares, restaurantes e similares #peixes nativos #mercado de peixes nativos #painel peixes nativos #seafood show
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Por Antônio Oliveira
Tambaqui e suas variações, oriundas de cruzamentos genéticos; surubim e família (cachara, caparari e pintado); pirarucu; pacu e suas variações; lambari; dourado e o tucunaré. Estas são apenas algumas espécies das mais de 3 mil nativas da região amazônica e de outras bacias hidrográficas com apelo econômico muito grande graças ao seu sabor e facilidade de criação em cativeiro. Porém, estão muito distantes de se tornarem espécies largamente comercializadas no Brasil e no exterior, a exemplo da tilápia, o segundo peixe mais consumido no mundo e que projeta o Brasil como o 4º maior produtor da espécie em todo o planeta. É, também, o peixe mais cultivado no Brasil.
Mas para que esses peixes nativos, escolhidos por piscicultores e institutos de pesquisas para investimentos em produção e estudos, há uma longa estrada a ser percorrida em busca de um conjunto de tecnologias que os aproximem do pacote tecnológico da tilápia, como tempo reduzido de engorda; produtividade; reprodução, nutrição e facilidade de preparo na culinária, assim como a exótica tilápia.
Entre essas espécies nativas eleitas, digamos assim, para ganhar o mercado, duas já trilharam boa parte do caminho a ser percorrido: o tambaqui, graças a um agressivo e eficiente marketing, principalmente de iniciativa da Associação dos Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar); técnicas, mesmo que manuais, da extração de espinhos Y e um salto muito grande pode ser dado pelos piscicultores da espécie, caso se valide a pesquisa para a criação do tambaqui sem espinho Y, a partir de um lote da espécie sem espinho, encontrado casualmente num criatório em Rondônia – trata-se de uma mutação genética.
Atrás do tambaqui, vem o pirarucu, o maior peixe de água doce do mundo e tido, no Brasil, por piscicultores e consumidores como “o bacalhau brasileiro”. Há muitos anos se pesquisam a nutrição, reprodução, identificação do sexo e ciclo mais curto de engorda. Reprodução e identificação do sexo os grandes enigmas que começam a ser decifrados, principalmente por uma nova tecnologia lançada pela Embrapa e parceiros nacionais e internacionais. É o “Serviços de sexagem molecular para identificação sexual de peixes nativos da Amazônia”, lançado no início de setembro deste ano durante o IV International Fish Congress & Fish Expo Brasil. Uma revolução, válida, também, para o tambaqui.
Mas, enquanto as pesquisas tentam aproximar esses peixes nativos do pacote tecnológico da tilápia eles, de forma gradativa, vem mantendo e ganhando mais mercado, pois há espaço para eles nas mesas de consumidores, em casa ou nos bares, restaurantes e similares. O mercado de peixes no Brasil e no mundo é muito grande, há espaços para todos os gostos e espécies. Veja que o tambaqui – e, mais uma vez, graças a ousadia dos criadores da Amazônia, já começa a ganhar o mercado internacional.
E é sob esta ótica que a Seafood Show Latin América promove, no ciclo de palestras, debates e painéis o “Produção, comércio e perspectivas: Espécies nativas e itens especiais”.
Gente que trabalha no núcleo dos nativos amazônicos.
O painel vai ser realizado numa das arenas talks, do Seafood Show, no dia 19, entre 14:30 – 15:30. Esta arena vai estar na rua 4 com a 5 no complexo de exposição de produtos, serviços e atividades teóricas do evento.
Veja mais sobre a programação do evento, clicando aqui.
Para o credenciamento gratuíto, clique aqui
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