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SEAFOOD SHOW/ENTREVISTA – “Estimular e inspirar a criação de produtos e empresas de tecnologia com foco no pescado”, objetivos centrais do Agrifutura Pescado
Data de Publicação: 22 de setembro de 2022 10:21:00 O Agrifutura Pesca é uma das atividades constantes da programação do SEAFOOD BRASIL. Desenvolvido por uma rede de institutos de pesquisas do Brasil e de Israel, o projeto busca catapultar startups. Sobre o projeto, CONFARMNEWS entrevista Marcelo Ricardo, pesquisador do IP/APTA e responsável pelo projeto #seafood brasil #agrifutura pescado #programação #startup #conhecimento
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Por Antônio Oliveira
O SEAFOOD SHOW LATIN AMÉRICA, evento voltado para as cadeias da pesca e aquicultura e que será realizado entre os dias 17 e 19 de outubro próximos em São Paulo, não se apresenta apenas como uma grande oportunidade de negócios e relacionamentos entre países produtores e consumidores de proteína com origem nas águas doce e salgada. Mostra-se, também, que será uma grande universidade do conhecimento aberta e das oportunidades para o desenvolvimento de novos empreendimentos. É o caso do projeto Agrifutura Pescado, realizado e organizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) com participação de suas unidades de pesquisa.
- No Agrifutura Pescado teremos 15 diferentes dinâmicas de inovação, em 5 atividades inéditas para o setor, cujo desenho só foi possível pela confiança depositada pelos organizadores do evento - Seafood Brasil e Francal Feiras -, e do Instituto de Inovação Israelense”, informa Marcelo Ricardo, pesquisador do IP/APTA e responsável por este projeto inovador. Nesta entrevista exclusiva concedida ao CONFARMNEWS, ele fala sobre a dinâmica do projeto e as expectativas de retorno deste investimento no conhecimento para o desenvolvimento da pesca e aquicultura no Brasil.
CONFARMNEWS, media partner do Seafood Brasil, segue abordando as propostas deste evento e, nesta feira, 23, publica entrevista sobre o SIMCOPE, outro evento constante da programação da feira.
Segue abaixo a entrevista com Marcelo Ricardo.
Centro-Oeste Farm News (CONFARMNEWS) – Qual é a definição do projeto Agrifutura Pescado?
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Marcelo Ricardo, pesquisador do IP/APTA e responsável pelo Agrifutura (Foto: Divulgação)
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Marcelo Ricardo – O Agrifutura é um evento realizado e organizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) com participação de suas unidades de pesquisa Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e APTA Regional. Desde sua primeira edição visa apresentar soluções sustentáveis para o agronegócio do futuro, difundir a cultura inovadora e novas tecnologias. O Agrifutura Pescado, no jargão da inovação, vem como uma spin-off do Agrifutura com foco no pescado, ou seja, é um evento que surgiu de outro já existente. Sendo a inovação o coração dos institutos de pesquisa da APTA, busca fomentar a sinergia entre o setor produtivo e a pesquisa na entrega de soluções, com a participação de empresas, startups, agtechs, hubs, ICTs, Governo e outros parceiros.
COFARMNEWS – Na prática, quais são os seus objetivos?
Marcelo Ricardo – O Agrifutura Pescado tem como objetivo estimular e inspirar a criação de produtos e empresas de tecnologia com foco na cadeia do pescado, gerar e fomentar a busca por soluções inovadoras e apoiar e incentivar startups e empresas de base tecnológicas ligadas ao tema, auxiliando na validação de tecnologias e acelerando negócios.
COFARMNEWS – De que forma o projeto se apresentará no Seafood Show Latim América?
Marcelo Ricardo – o Agrifutura Pescado contará com um importante espaço de inovação, pesquisa e startups no Seafood Show Latim America, onde apresentaremos de forma inédita o maior programa de inovação multi-atividades da categoria. Este conceito e esta metodologia de inovação de primeiro mundo estão sendo trazidos pelo Instituto de Inovação Israelense INNA ImC (ICT no Brasil) e refletirá no modo de pensar e inovar de todo o segmento.
No Agrifutura Pescado teremos 15 diferentes dinâmicas de inovação, em 5 atividades inéditas para o setor, cujo desenho só foi possível pela confiança depositada pelos organizadores do evento, Seafood Brasil e Francal Feiras, e do Instituto de Inovação Israelense.
Na arena APTA, as atividades começam muito antes do horário da abertura da feira, nas quais pesquisadores, professores, mentores e estudantes de graduação, pós-graduação e doutorado estarão imersos em atividades que buscam tanto identificar dores e gargalos do segmento quanto soluções de curto, médio e longo prazos para a cadeia e indústria. Esta Maratona de Inovação do Pescado, idealizada pelo Instituto de Pesca, está trazendo importantes startups e centros de excelência em educação dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e de outras regiões e instituições do Brasil, como UNESP, Instituto Federal, Senai, UFRRJ, entre outros.
O diferencial trazido na metodologia está em como incitar o questionamento, envolvendo dinâmicas pré, durante e pós-evento. Um ponto disruptivo nessa dinâmica é a possibilidade de os 12 times validarem seus modelos de negócio em tempo real com quem mais entende de pescado, os próprios expositores da feira, além de mentores do Instituto de Pesca e demais institutos da APTA, instituições parceiras como INNA, Conexão.f da Fundepag, universidades e empresas. No último dia da feira todos os times farão o pitch, uma apresentação rápida para uma banca de jurados.
Para fomentar as startups do estado de São Paulo e do Brasil inovamos na forma de apresentá-las ao mercado, uma vitrine com estandes exclusivos em nossa arena e apresentação de seus produtos e serviços durante a seção de pitches no espaço Talks da feira.
No evento estaremos também lançando um projeto inédito para a cadeia do pescado, um programa de educação e uma imersão nos bastidores do Ecossistema de Inovação de Israel, um dos mais avançados em Pesquisa & Desenvolvimento, no qual vemos grande sinergia de trabalho para o crescimento do Brasil. Uma ação conjunta do Instituto INNA ImC de Inovação Israelense e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, por meio da APTA, seus institutos de pesquisa e demais parceiros.
COFARMNEWS – O que esperar dos resultados deste projeto a partir deste evento?
Marcelo Ricardo – Em se tratando de inovação não existe limite, mas na metodologia apresentada por Israel entendemos que devemos dar continuidade à ação no pós-feira. No evento podemos ter desde ideias disruptivas de olho na fronteira do conhecimento até soluções aplicadas a problemas atuais. O mais interessante desse projeto é que os alunos das diversas áreas da biologia, zootecnia, pesca e de verticais técnicas e tecnológicas poderão entender e validar os modelos construídos durante a feira, um passo importante que muitas startups têm dificuldade de executar.
Pensando que se trata de um projeto orgânico, movimentará não apenas os alunos, mas os institutos envolvidos, as startups e os expositores da feira, que poderão participar diretamente do desafio, auxiliando os times na construção dos melhores modelos técnicos e financeiros, fomentando a cultura da inovação dentro e fora da feira. Isso é inovação de verdade!
COFARMNEWS – E qual é a importância deste evento para a materialização do Agrifutura?
Marcelo Ricardo – O Agrifutura já é um evento anual que marca o calendário paulista como um momento de reflexão sobre a inovação no agronegócio. É realmente incrível pensar que em um único evento temos toda cadeia produtiva do agronegócio representada. Neste sentido, o Agrifutura Pescado fortalece essa presença, o posicionamento de mercado dos Institutos de Pesquisa da APTA e se mostra como um piloto para muitas possibilidades. Certamente, depois desse evento, teremos muitas novidades até a realização do próximo Agrifutura em 2023.
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"O Agrifutura Pescado tem como objetivo estimular e inspirar a criação de produtos e empresas de tecnologia com foco na cadeia do pescado" (Foto: João Barreto)
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COFARMNEWS – Até onde este projeto pode contribuir com o aumento do consumo de pescado no Brasil?
Marcelo Ricardo – Nós somos grandes produtores de pescado, porém ainda consumimos muito pouco, quem sabe (alerta de spoiler) este não será um dos temas dos desafios propostos para a maratona de inovação do pescado durante a feira? Além disso, todos aqueles que estarão envolvidos no evento já estão se tornando potenciais divulgadores do consumo do pescado. Neste projeto temos pessoas de diversas áreas, não apenas relacionadas à cadeia, o que traz o tema para novos nichos potenciais, em especial aqueles ligados à tecnologia.
COFARMNEWS – Há como participar ainda do projeto e como participar?
Marcelo Ricardo – Sem dúvida! Em especial empresas que queiram fortalecer sua marca, pois podem apoiar o projeto e participar de alguns estágios durante a maratona. Startups com inovações relacionadas à cadeia do pescado que queiram participar também estão convidadas. Para isso podem procurar nosso time por meio do contato rodolfo@verumeventos.com.br.
COFARMNEWS – A APTA/IP, instituições paulistas de pesquisas têm feito um bom trabalho para os setores produtivos estaduais - não obstante a falta de orçamento à altura das necessidades -, com reflexo nos demais estados brasileiros. Isto tem se dado de forma isolada ou há uma aliança com a Academia e demais institutos e empresas de pesquisas publicadas e privadas Brasil a fora?
Marcelo Ricardo – Alianças encurtam caminhos e geram melhores resultados, ainda que não exista uma aliança formal estamos sempre abertos e buscando parceiros. Temos diversas avenças nacionais e internacionais que têm gerado resultados positivos como os editais Fapesp NPOP, CCD, PIPEs Temáticos, contando, ainda, com a participação da Academia, de instituições de pesquisa, cooperativas e empresas públicas e privadas. Para se ter uma ideia, em um levantamento realizado no ano passado, a APTA, por meio de seus institutos, gerou interações institucionais com 40 países.
Enquanto Instituição Científica e Tecnológica do Estado de São Paulo geramos ciência, novas tecnologias e inovação voltadas à sociedade, resultando em impacto positivo para o agronegócio de todos os estados do país. Enquanto Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, temos ação em todas as cadeias produtivas, com unidades espalhadas em todo o Estado, desenvolvendo pesquisas visando à solução de problemas do agronegócio. Todo esse potencial foi visto de forma positiva pelo Governo do Estado de SP nos últimos anos, que fez um investimento recorde nos seis institutos de pesquisa e 18 polos regionais de pesquisa ligados à APTA. Esse investimento somado a outras fontes de recurso retornou para sociedade na ordem de mais de 16x do valor investido, segundo dados do último Balanço Social 2018-2021 (https://balancosocial.apta.sp.gov.br/).
Neste sentido são formadas nossas parcerias, graças a nossa confiança, excelência intelectual, infraestrutura e foco nos agronegócios. Por fim, costumamos dizer que se existe um pescado, um grão, um bife, uma salada no prato do consumidor, existe também o trabalho de um pesquisador do Governo do Estado de São Paulo.
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