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PISCICULTURA ][ Instituto de Pesca desenvolve ações para reduzir antibióticos em peixes
Data de Publicação: 24 de junho de 2026 16:15:00 Financiado pela FAPESP, o projeto CCD Sanidade aposta em vacinas de DNA, diagnóstico rápido em campo e seleção genética para proteger a tilápia.
Resumo
O Instituto de Pesca de São Paulo lidera o projeto CCD Sanidade para conter doenças na piscicultura sem depender de antibióticos. Com foco na tilápia, a iniciativa cria vacinas e melhoramento genético para frear perdas causadas por vírus e bactérias.
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Pesquisa paulista cria vacinas
para peixes (Foto: Instituto de Pesca)
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Da redação
O Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está liderando o desenvolvimento de soluções científicas focadas em transformar o manejo sanitário na piscicultura brasileira. As ações são coordenadas pelo Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura (CCD Sanidade), um projeto colaborativo cofinanciado pela FAPESP. O principal objetivo da iniciativa é mitigar os impactos econômicos provocados por surtos patogênicos no campo, reduzindo o uso rotineiro de antibióticos e fortalecendo métodos preventivos estruturais de saúde única, conceito que integra a sanidade animal, humana e ambiental.
A pesquisa foca de maneira estratégica no cultivo da tilápia (Oreochromis niloticus), espécie que lidera a atividade no país e responde por mais de 68% do total de peixes de cultivo nacionais. No Estado de São Paulo, o setor registrou uma produção superior a 88 mil toneladas em 2025. O crescimento acelerado das criações em tanques, contudo, elevou os desafios com enfermidades severas, como as infecções pela bactéria Francisella orientalis e pelo
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vírus Megalocytivirus pagrus1 (subtipo ISKNV). Esses agentes causam altas taxas de mortalidade e o uso recorrente de antimicrobianos tradicionais vem gerando resistência bacteriana, o que invalida os tratamentos e eleva os custos de produção.
Para romper esse ciclo, o CCD Sanidade divide as frentes de trabalho em três abordagens complementares: engenharia genética, biotecnologia de vacinas e exames de campo. O projeto estuda o desenvolvimento de vacinas inativadas e de DNA (administradas por injeção ou misturadas à ração), ferramentas de seleção genética para identificar linhagens de peixes com resistência imunológica natural e kits de diagnóstico rápido para detecção precoce de focos infecciosos. De acordo com o pesquisador Leonardo Tachibana, a meta é fornecer alternativas sustentáveis aos criadores. O consórcio une o IP a instituições como a UNESP, USP, Instituto Biológico, Instituto Butantan e a empresa Loccus.
Instituto De Pesca — Sanidade Em Piscicultura — Cultivo De Tilapia — Vacina Para Peixes — Fapesp Pesquisa — Resistencia A Antibioticos — Saude Unica
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